: : MALEITAS/ANÁLISES : : N : : .

NEUROSIS - Honor Found in Decay / 2012

Adquirindo um estatuto inquestionável, tudo o que os
Neurosis fazem apresenta um selo de qualidade tamanho pelo que não é de estranhar o batalhão infindável de seguidores que possuem e uma não menos desprezável massa de bandas e projectos musicais por eles influenciados. Como em todos os movimentos, existem alguns sucedâneos que se destacam mas a grande maioria serve só para aumentar a saturação, sendo esse o principal problema deste «Honor Found in Decay». Embora 5 anos o tenham mediado desde «Given to the Rising», os músicos que formam o sexteto de Oakland nunca estiveram propriamente parados, pelo que não faltaram edições paralelas à própria banda para colmatar qualquer tipo de grandes saudades.
Talvez menos experimental e mais orgânico que os seus recentes predecessores, este 11º álbum reveste-se de todos os argumentos já conhecidos, um mar de sentimentos diversos num turbilhão indistinto de sonoridades. Sob ritmos tribais ou cadências industriais, a mistura
drone/sludge/post-metal/doom/prog/stoner/shoe-gaze/whatever flui através de riffs catárticos e vocalizações agonizantes, muito do jeito a que nos foram habituando mas infelizmente, desta feita, de forma menos memorável e emotiva. Se para uma banda como os Neurosis isto é suficiente? Não é. Dez-12

[ 76 / 100 ]

 

NILE - At the Gate of Sethu / 2012

Em velocidade de cruzeiro, cada álbum dos
Nile envolve-nos como uma tempestade de areia, causando uma desconfortável sensação de desorientação face ao meio misterioso e complexo em redor. Ao sétimo álbum, a banda liderada por Karl Sanders prossegue na direcção que nos habituou, num estilo incomparável e claustrofóbico.
Com Sandres e Toler-Wade mergulhados em labirínticas estruturas, vocalizações desgarradas e maníacos gritos de horror, cabe à performance explosiva de George Kollias a tarefa de marcar os compassos capazes de guiar uma turbe de
riffs vertiginosos pelas inclinadas paredes prismáticas que envolvem cada um dos temas de «At the Gate of Sethu». Necessitando de algumas audições suplementares devido à caótica desconstrução de cada peça deste intrincado puzzle, a componente Death progressiva, intensa e precisa, aliada a uma veia mais arrastada e enleante, desagua num imenso oásis de imagens cinematográficas, projectadas pelos diversos interlúdios e partes instrumentais, de forte conteúdo oriental e reminiscências milenares. Perdendo pontos face à inovação trazida pelos trabalhos anteriores, o novo mandamento dos Nile não desmerece o seu legado faraónico, o que por si já é brutal e gratificante. Ago-12

[ 78 / 100 ]

 

NAPALM DEATH - Utilitarian / 2012

Aquilo que os
Napalm Death nos oferecem actualmente, quase 25 anos depois de álbuns como «Scum» e «From Enslavement to Obliteration», percursores de um estilo amplamente seguido e, ainda hoje actual, em nada fica a dever, em termos de agressividade e violência, à capacidade evidenciada pela banda de Birmingham na sua génese. É certo que, algures durante a década de 90', embrenharam-se numa fase um pouco mais pautada mas, abrindo o novo milénio com «Enemy of the Music Business», a brutalidade integra novamente o som do colectivo, num misto GrindDeath que se vai alicerçando até aos dias que correm.
«Utilitarian», além de manter um forte conteúdo lírico de cariz político, não diverge dos seus predecessores embora apresente - a espaços - uma componente mais experimental, onde doses suplementares de tecnicismo e um pouco mais de
groove refreiam as violentas torrentes de som que brotam a cada instante. Mark Greenway, secundado pelos proeminentes e viscerais gritos de Mitch Harris, vai ganhando algum espaço para a execução de vozes limpas, chegando a parecer que Burton C. Bell é um dos convidados especiais deste 14º registo, gentileza bem captada ao saxofone de John Zorn, numa cacofonia instrumental no seio do caos generalizado. Abr-12

[ 77 / 100 ]

 

NECROSADIST - Abstract Satan / 2011

Um pouco à revelia, eis que encontro um dia destes na caixa do correio um
pack composto pelos álbuns de estreia de duas bandas que gravitam em redor dos meandros do underground londrino. A curiosidade aguça-se sabendo que existe algo em comum entre os dois projectos, a presença de Menthor atrás do kit de percussão.
«The Calling Depths» é um desfilar de
riffs e devaneios de guitarra que logo à cabeça nos recordam bandas como Immolation ou Morbid Angel, sob um fogo cruzado de blastbeats e vocalizações rasgadas. Graças a uma produção cuidada, cortesia de Janusz Bryt, alguém que já trabalhou, entre outros, com os Behemoth, os 8 temas propostos pelos Lvcifyre emergem como descargas de pura devastação e negritude.
Num terreno ainda mais submerso movem-se os
Necrosadist, banda com origem cipriota mas actualmente radicada no Reino-Unido. A um ritmo alucinante, as referências nacionais não se esgotam na execução maquinal e avassaladora de Menthor, sobrando para Cristiano Gomes as competências de uma produção obscura e sufocante, onde o caos estrutural degenera numa carnificina sonora.
Mesmo que originalidade não abunde por aqui, ambos os CDs possuem capacidade para agradar aos mais exigentes adeptos de
Black / Death Metal extremo. Dez-11

[ na / 100 ]

 

NEVERMORE - The Obsidian Conspiracy / 2010

Cinco anos passaram desde o aclamado «This Godless Endeavor», tempo suficiente para que Warrel Dane e Jeff Loomis tenham editado projectos a solo, enquanto a própria banda como que enveredou por um programado período de introspecção, aproveitando o interregno para lançar um álbum ao vivo e uma compilação.
Graças a uma produção mais directa, a cargo de Peter Wichers dos
Soilwork, o qual já tinha trabalhado com Dane em «Praises to the War Machine», o sétimo álbum dos Nevermore revela-se mais acessível e directo, relegando a complexidade técnica e o recurso à estratificação sonora, bem patentes nos últimos trabalhos, para outro plano. Com a habitual carga emotiva subjacente e um extraordinário desempenho vocal, a sobrepor-se ao notável conteúdo instrumental, a banda de Seattle demonstra em «The Obsidian Conspiracy» toda a sua categoria, em temas mais pausados e atmosféricos, onde nem mesmo a falta dum solo mais virtuoso ou de exagerados floreados beliscam o produto final, assente num quarteto que se mantém incólume desde 1994.
A edição especial, além de um
artwork condizente e 2 interessantes covers, oferece elementos para que qualquer um passe a tocar guitarra como Jeff Loomis mas isso obrigará a diversas incursões, em ritmo de penitência, a outros santuários… Jul-10

[ 93 / 100 ]

 

NILE - Those Whom the Gods Detest / 2009

Apesar dos últimos trabalhos não se terem mostrado tão excitantes como aqueles que deram a conhecer ao mundo uma das mais brutais e técnicas bandas da actualidade, os
Nile voltam a mergulhar na cultura milenar, desta feita numa experiência sensorial sob a égide monoteísta de Akhenaton, digna de confrontar os Deuses pela 6ª vez.
Recorrendo aos habituais elementos étnicos, solidas estruturas em constante mutação ou
samples recolhidos em regiões inóspitas, o trio apresenta-nos talvez o mais complexo e ao mesmo tempo acessível disco da sua carreira. Letal nas malhas curtas, é nos temas extensos e intrincados que o groove e a inconstância de tempos se fazem sentir e onde o misticismo, o oculto e os triunfantes coros atingem resultados mais marcantes. Gravada a bateria com Erik Rutan, em complemento ao trabalho de Neil Kernon que torna todos os detalhes claramente audíveis, o desempenho de George Kollias revela-se devastador, um perfeito híbrido orgânico/maquinal como base às composições orientadas para os riffs e letras esgrimidas entre Sanders e Tole-Wade.
Apesar de não se notar grande progressão de álbum para álbum, não deve ser negligenciado o facto dos
Nile continuarem a ser das poucas entidades dentro do vasto universo Death Metal a ter um som próprio e dificilmente clonável. Nov-09

[ 81 / 100 ]

 

NAPALM DEATH - Time Waits for No Slave / 2009

É sempre com expectativa que se aguarda um novo álbum de qualquer banda que se foi tornando uma referência dentro de um estilo, seja ele qual for. No caso dos
Napalm Death, além dos 30 anos na linha da frente do som mais extremo, a situação é potenciada pela injecção de vitalidade que trouxeram os seus álbuns mais recentes, retirados de um extenso legado que jamais deixará a história da música em paz.
Algures entre o
crust/punk imediato de «The Code Is Red… Long Live the Code» e a complexidade brutal de «Smear Campaign», o quarteto britânico aplica-se em mais um assalto de pura adrenalina, ataques directos e descargas de caos sonoro. Se em termos instrumentais a tripla Harris / Embury / Herrera não deixa os seus créditos por mãos alheias, debitando sob um pano de violência latente alguma diversidade que partilha com estruturas mais avante-garde ou componentes jazzy, Greenway como que suga qualquer réstia de melodia com os seus devaneios característicos, enveredando pontualmente por caminhos mais melódicos e límpidos, como disfarce.
Mais uma vez pela mão de Russ Russell, «Time Waits for No Slave» apela à libertação de qualquer tipo de escravatura, algo impraticável para os que vão ficando colados ao som da banda de Birmingham há quase 3 décadas a esta parte.
Jan-09

[ 79 / 100 ]

NILE - Ithyphallic / 2007

Com selo Nuclear Blast, «Ithyphallic» é mais um registo negro e sinistro, essencialmente envolto em rápidas descargas de blast beats - finalmente a banda apresenta o mesmo baterista em dois álbuns consecutivos - riffs monstruosos e caos técnico, na linha do que já nos ofereceram em «Annihilation of the Wicked».
Neil Kernon mantém-se nos comandos e só isso garante poderio e clareza sonora à complexidade instrumental. Desta feita as vocalizações e a percussão destacam-se na mistura final, trazendo ao álbum um som mais artificial e clinico, onde o trio sedeado na Carolina do Sul parece querer largar um pouco a amarra temática, em termos sonoros as atmosferas egípcias encostam mais ao inicio e final dos temas e caminhar em direcções menos redundantes. As passagens sonoras alternam entre a brutalidade supersónica, atmosferas insanas, interlúdios orientais e momentos algo arrastados mas nota-se a falta de uma ou outra malha mais marcante.
Com o reforço das fundações e solidificação das estruturas, como o próprio nome induz, o novo disco é um monumento em honra aos deuses da luxúria e um vigoroso falo erecto no panorama Death circundante, colocando os Nile no topo da pirâmide do género que há quase 15 anos tem ajudado a construir.
Set-07

[ 8 ]

 

NEUROSIS - Given to the Rising / 2007

Numa altura em que se criou um forte movimento tendo como principal influência o som dos Neurosis, seria difícil antever como iria o quinteto de Oakland reagir a tão empolado hype ao fim de 22 anos de carreira.
Nas primeiras audições de «Given to the Rising» nota-se um certo retorno aos tempos mais punkish de «The Word as Law» e aos ambientes mais ruidosos e profundos de «Enemy of the Sun» ou «Through Silver in Blood» em detrimento dos momentos mais elaborados e melancólicos do passado mais recente. No entanto e como já se vai tornando obrigatório, cada álbum dos Neurosis merece ser escutado com toda a atenção, única forma de nos embrenharmos nos abismos profundos da sonoridade dos norte americanos. As intrincadas e épicas estruturas sonoras vão-se sucedendo num turbilhão de riffs ora industriais ora de cariz mais metálico, o psicadelismo opressivo funde-se com passagens tribais e dissonantes, em sucessivas explosões de peso, por onde deambulam as guturais vocalizações de Scott Kelly e Steve Von Till.
Quando cada passo é copiado até à exaustão é difícil ser-se original mas nesta selva do noise-metal nem é preciso procurar muito para se distinguir um mamute numa manada de elefantes anões. Jul-07

[ 9.5 ]

 

NAGLFAR - Harvest / 2007

Quando «Rainkaos» saiu o ano passado, largos anos após os Dissection terem lançado o sublime «Storm of the Light's Bane», as criticas choveram em catadupa. Como era possível a banda que influenciou uma geração de músicos e um género em toda a sua essência, fazer um disco tão ligeiro e acessível!? Com a morte de Jon Nödtveidt, o culto começa a dar os primeiros passos e os Naglfar serão só um dos muitos a pegar em tão genial legado, por um prisma nunca antes abordado.
Já com Kritoffer Olivius e Morgan Lie completamente adaptados aos seus novos instrumentos, o primeiro trocou o baixo pela voz e o segundo passou para as 4 cordas, deixando o lugar de baterista para Mattias Grahn, o quinteto sueco revela em «Harvest» uma subida de forma evidente, numa descarga de Death n'Black extremamente dinâmico, melódico e ao mesmo tempo poderoso.
Poder-se-á dizer que este registo não é um monumento de originalidade mas toda a musicalidade, a moderna produção, a competente composição e a raiva destilada neste disco, proporcionam total adrenalina que será por certo bastante exponenciada ao vivo.
A vida tem destas ironias, afinal a chuva ácida ainda nos irá proporcionar imensas e substanciais colheitas. Mar-07

[ 9 ]

 

NEGURÃ BUNGET - Om / 2006

Se é verdade que o mercado vai ditando as suas leis, existirão sempre contra correntes culturais para os que preferem sonoridades menos comuns. Inicialmente como Wiccan Rede, Hupogrammos Disciple's e Negru encetam em 1995 um percurso muito pouco convencional, ao juntarem elementos Black Metal a uma série de outros estilos e direcções que fluem para fora do estilo primordial. Com uma forte carga de espiritualidade e paganismo, o agora trio romeno, percorre espaços mitológicos sediados nas florestas da Transilvânia, recorrendo a uma musicalidade estranha, onde não faltam alguns magníficos instrumentos medievais retirados ao folclore local.
O quarto álbum dos Negurã Bunget é absolutamente devastador, negro e intenso. Ao longo de «Om» somos confrontados com complexas e opressivas passagens, desoladoras e gélidas paisagens onde a luz não consegue penetrar ou ainda pantanosas e tumultuosas composições cuja densa neblina nos arrasta para o mais profundo desespero. As tonalidades mais avant-garde e alguma melancolia à mistura, proporcionam momentos incrivelmente belos e melodias transcendentais.
«Om» necessita de espaço e dedicação, caso contrário correrá um sério risco de nunca passar de música ambiente... no mínimo um enorme desperdício. Jan-07

[ 9 ]

 

NAPALM DEATH - Smear Campaign / 2006

«The Code is Red… Long Live the Code», gravado o ano passado, foi um registo muito bem recebido e que confirmou a boa forma dos Napalm Death e do seu Death / Grind avassalador. Na mesma linha desse trabalho, o quarteto britânico continua a tentar surpreender-nos através de algumas inovações que vai acrescentando ao longo dos 16 temas, excluindo os bónus, que compõe «Smear Campaign». No meio de alguma diversidade, brutalidade extrema, de um conjunto de músicos exemplar e de um vocalista a cantar mais irritado que nunca, temos ainda direito a algumas intervenções faladas a cargo de Anneke van Giersbergen que vão dando algum colorido a tamanha descarga sonora. Como sempre o caos parece controlado e dominado pela tripla Mitch Harris / Shane Embury / Danny Herrera enquanto Barney Greenway arrasa por completo cada instante, com letais incursões de agressividade.
Infelizmente, nem sempre tudo soa tão compacto como a banda já nos habituou, faltando um clima mais envolvente e alguns temas memoráveis. Out-06

[ 7 ]

 

NECRODEATH - 100% Hell / 2006

Relativamente desconhecidos, os italianos Necrodeath já contam com mais de 20 anos de carreira e 6 discos de longa duração. Após um interregno de cerca de dez anos - entre 1989 e 99 - a banda de Génova regressa com renovada energia, conseguindo colocar toda a raiva, numa mescla de black / death / thrash bem estruturada e letal.
Mesmo com a entrada de Pier Gonella, guitarrista dos conterrâneos Labyrinth, para complementar o trabalho de Andy e proporcionar ainda maior dimensão ao som do quinteto, a banda flecte para as suas raízes e «100% Hell» revela-se um disco mais directo, linear e cru quando comparado com as últimas ofertas.
Contendo uma série de riffs devastadores e estruturas que lhes dão uma conotação muito old-school, a voz de Flegias, baterista dos Cadaveria e ex-Opera IX, traz-nos à memória o timbre rasgado de Schmier mesmo nas alturas em que coloca um registo mais Black Metal. O grande destaque deste colectivo é sem dúvida Peso, um baterista versátil e competente que ataca a percussão de uma forma intensa e precisa, proporcionando maior agressividade ao resultado final. Cronos participa neste trabalho declamando as palavras que se ouvem durante a intro «february 5th, 1984”.
Uma alternativa relativamente às actuais sonoridades thrash mais hardcore. Ago-06

[ 8.5 ]

 

NORTHER - Till Death Unites Us / 2006

Sempre que se fala dos finlandeses Norther, as comparações com os seus conterrâneos Children of Bodom são inevitáveis. Se nos dois primeiros álbuns a colagem era por demais evidente, a banda liderada por Petri Lindroos enveredou por caminhos mais personalizados no anterior «Death Unlimited».
«Till Death Unites Us» é a quarta descarga do quarteto escandinavo que desta feita retira um pouco o pé do acelerador, oferecendo-nos ao longo de 12 temas um disco mais ponderado. Claro que os solos espalhafatosos protagonizados pela dupla de guitarristas Kristian Ranta / Lindroos e os atmosféricos e experimentais teclados do virtuoso Tuomas Planman estão lá, assim como a agressividade melódica que lhes é característica, além dos riffs e os blasts que injectam velocidade às estruturas sonoras. No entanto, as vocalizações rasgadas de Lindroos são entrecortadas pelas vozes mais cantadas de Roos, numa dimensão ainda não escutada até há data, enquanto que na sua globalidade a banda debita um som mais simples e cadenciado, numa desaceleração que torna o resultado final mais versátil, acessível e moderno.
Gravado e misturado nos estúdios Fredman, conseguem aqui o seu melhor trabalho, ficando a dúvida se será suficiente para saírem do anonimato. Mai-06

[ 7.5 ]

 

NEVERMORE - This Godless Endeavor / 2005

Não esquecendo os Sanctuary, os Nevermore sempre foram um expoente máximo de qualidade mas quando se constata a cada review que este «This Godless Endeavor» é, provavelmente, o melhor trabalho da banda de Seattle até há data, então estamos perante um disco de referência, um achado difícil nos dias que correm.
Com a inclusão do guitarrista Steve Smyth, elemento que já passou pelos Testament, Vicious Rumors ou Dragonlord, os americanos regressam ao formato de quinteto, situação que tinham abandonado por alturas de «Dreaming Neon Black». Steve Smyth apresenta-se ao nível do virtuosíssimo Jeff Loomis, daí resultando uma vastidão de solos e riffs esmagadores, uma experiência alucinante que ainda poderá ser explorada aquando das actuações ao vivo.
O erro cometido no trabalho anterior não se repete e temos de regresso Andy Sneap, um dos poucos produtores capazes de retirar todo o potencial, que parece crescer sem limite, a uma banda como esta. Aqui não se repetem fórmulas vencedoras e ao longo de quase uma hora somos confrontados com uma arrebatadora mistura de agressividade e melodia, num registo capaz de agradar a uma ampla gama de apreciadores dos sons mais pesados, do Thrash ao Death , do Power ao Metal mais progressivo, protagonizado por músicos de elevado quilate. Assombroso. Ago-05

[ 10 ]

 

NEAERA - The Rising Tide of Oblivion / 2005

Ainda mais efémera que a moda do Nu-Metal parece estar a ser a vaga do Metalcore . Na busca do lucro cada vez mais fácil, as grandes editoras correm a assinar com qualquer banda que lhes acene com música dentro de um estilo que basicamente mistura Hardcore com influências típicas do som de Gotemburgo, ou seja, Death Metal de cariz mais melódico.
Sob a designação de The Ninth Gate um grupo de jovens alemães grava num par de fins-de-semana uma demo que se torna rapidamente numa razão mais do que suficiente para que a poderosa Nuclear Blast lhes deite a mão.
Já com nova designação, o quinteto entra em estúdio sob a batuta do reconhecido produtor Andy Classen e o resultado pode ser apreciado neste «The Rising Tide of Oblivion», um registo bastante profissional e que evidencia claramente as influências, as combinações e as fusões já mais do que habituais dentro do género.
Felizmente os Naeera distinguem-se um pouco da concorrência através de algumas partes mais agressivas, predominantemente graças às linhas de bateria, mas arruinadas pelas vocalizações, não raras vezes Grind , algo básicas, lineares e aborrecidas.
Será que a banda terá ainda tempo para uma nova oportunidade, afim de destilar mais uma mistela de Death / Thrash / Metalcore? Ago-05

[ 6.5 ]

 

NILE - Anihilation of the Wicked / 2005

Aguardado com enorme expectativa, o novo trabalho dos norte-americanos Nile, apresentava-se perante uma fasquia demasiado elevada. A qualidade dos 3 trabalhos que ajudaram a construir a discografia da banda liderada por Karl Sanders, é mais do que evidente e pode até recorrer-se ao exagero dos que os “acusam” de terem sido a tábua de salvação de um estilo moribundo.
Mais uma vez na senda do antigo Egipto, «Annihilation of the Wicked» denota claramente uma postura mais directa e acessível, por vezes recorrendo a tortuosas e lentas passagens, embora isso não signifique que no meio de tanta complexidade técnica e de uma fúria por vezes descontrolada, este registo esteja ao alcance de qualquer um. Desta feita com Neil Kernon (Cannibal Corpse, Nevermore) sentado na cadeira de produtor, a dupla Dallas / Sanders pulveriza-nos com riffs atrás de riffs , George Kollias, proveniente dos gregos Nightfall, ataca desenfreadamente a bateria, enquanto Joe Vesano completa a secção rítmica, partilhando alternadamente as vocalizações com os 2 guitarristas.
É claro que é impossível estar constantemente a inovar e aqui os Nile falham rotundamente, apesar deste ser mais um excelente disco, como é óbvio. Jun-05

[ 8 ]

 

NAPALM DEATH - The Code is Red... Long Live the Code / 2005

Recorrendo à maioria das análises, rapidamente se chega à conclusão que a carreira de mais de duas décadas dos britânicos Napalm Death se resume a 3 fases distintas – uma fase Grind, uma Death e a fase actual, uma mescla de ambas. Seja…
Pelas mãos da Century Media, chega-nos este «The Code is Red… Long Live the Code», um trabalho na linha do excelente «Order of the Leech» de 2002. O que temos aqui é um álbum repleto de temas que respiram Hardcore por todos os poros, revive-se um certo regresso às raízes com diversas incursões Grind mas obviamente muito longe de estarmos perante outro «Scum». Danny Herrera e Shane Embury projectam sobre nós uma muralha sonora intransponível, Mitch Harris descarrega violentamente riffs atrás de riffs enquanto Mark Greenway não nos dá um segundo de descanso. A juntar às interessantes participações de Jamey Jasta, Jello Biafra e Jeff Walker temos ainda o arrastado «Morale», um tema e um vídeo absolutamente fora dos padrões habituais da banda. Mai-05

[ 7.5 ]

 

NIGHTRAGE - Descent into Chaos / 2005

Com algumas alterações na formação, o agrupamento “greco-sueco” composto pela dupla de guitarristas Marios Iliopoulos / Gus G. e pelo incansável vocalista Tomas Lindberg, abandona os estúdios Fredman com um digno sucessor do álbum de estreia «Sweet Vengeance». Com uma secção rítmica completamente remodelada – o baixista Brice Leclercq ruma aos Dissection entrando para o seu lugar Henric Carlsson enquanto que o super ocupado Per M. Jensen é substituído nas peles por Fotis (ex-Septic Flesh) - os Nightrage apresentam-se com um trabalho cheio de raiva, numa linha nitidamente mais pesada que anteriormente.
Com diversas mudanças de tempo, quase sempre entre o brutal e o devastador, ainda há espaço para equilibrar a impressionante voz de Lindberg com um registo mais limpo, desta feita a cargo de Mikael Stanne dos Dark Tranquility que desempenha o mesmo papel “compensador” que Tom S. Edlung dos Evergrey já tinha efectuado no primeiro disco.
12 temas caóticos que escorrem num ápice ao longo de pouco mais de 40 minutos onde se destaca, uma vez mais, o magnifico trabalho da dupla de guitarristas, num disco que nos empurra para trás e nos explode directamente na cara. Mar-05

[ 8.5 ]

 

NEUROTIC - The Rebirth of Sin / 2004

O Underground nacional tem dado, nos tempos mais recentes, sinais evidentes de vitalidade. Não contabilizando os géneros mais ligados às modas passageiras, o Black e o Death Metal parecem ser claramente as correntes em maior actividade e onde a qualidade mais se aproxima do que se vai fazendo lá por fora.
Oriundos do Algarve, região aparentemente invadida por projectos e bandas de música extrema, os Neurotic lançam agora através da Dark Music Productions o álbum «The Rebirth of Sin», o qual já tinha sido gravado anteriormente como cartão de visita, juntando-se às demos «Incógnita» (2001) e «Neurotic» (2002).
Composto e produzido pelo guitarrista Ângelo Rodrigues, estamos perante um compassado registo de Death Metal , extremamente bem executado, competente e que revela músicos com uma técnica assinalável e muita motivação.
Maior diversidade nas composições, injecções de Grind (ou outro estilo qualquer) na postura gutural mas algo linear de João Guerreiro e um produtor mais experimentado, são hipóteses que certamente farão explodir o potencial que os Neurotic apresentam, colocando-os no restrito pelotão da frente do Metal nacional. Fev-05

[ 6.5 ]

 

NIGHTFALL - Lyssa 'rural gods and astonishing punishments' / 2004

A Grécia sempre foi um dos países mais dedicados ao Metal mas, eventualmente por razões de cariz cultural, as suas bandas mais conhecidas, além de não passarem do meio underground , pouco se assemelham ao que se vai fazendo pelo mundo fora. Assim, colectivos como os Rotting Christ, OnThorns I Lay, Septic Flesh e os próprios Nightfall, quase que poderiam criar uma cena localizada e à margem.
«Lyssa» é já o sétimo álbum do quinteto ateniense liderado por Efthimis Karadimas, um vocalista possuidor dum registo original que nunca chega a ser extremo nas partes mais guturais nem convenientemente limpo durante as partes narrativas e que assim se alia às estranhas melodias criadas pela dupla de guitarristas e a um teclado predominantemente “gótico”, resultando daí um conjunto indescritível de sensações doentias e de confusas atmosferas, onde constante e propositadamente a banda se passeia num equilíbrio deveras instável. Curiosa a performance do baterista George Kollias, futuro membro dos Nile. Fev-05

[ 6.5 ]

 
NECROPHAGIST - Epitaph / 2004

Os Necrophagist são um quarteto de Death Metal proveniente de Karlsruhe / Alemanha e só agora, 5 anos após a edição do álbum de estreia «Onset of Putrefaction», voltam aos estúdios, desta feita pelas mãos da Relapse Records, para construir um conjunto de oito temas perfeitos e que destilam técnica por todos os poros.
Em «Epitaph» é dada tanta atenção ao manuseio dos instrumentos e o empenho em desenhar as escalas mais impossíveis é tanto que chegamos ao fim e temos um trabalho com apenas meia hora de duração e muito pouca diversidade entre cada faixa. No entanto, chegamos lá extenuados após tantos floreados e piruetas.
Para os apreciadores de riffs alucinantes, Death Metal brutal e ultra rápido, solos apocalípticos e músicos de excelente nível técnico, este é o disco. Ago-04

[ 7 ]

 
NEUROSIS - The Eye of Every Storm / 2004

Qualquer obra dos Neurosis é um objecto de difícil catalogação e exige do ouvinte montanhas de paciência para daí poder retirar pleno proveito. Hoje em dia, não haverá muita gente disposta a aguentar discos com faixas de mais de 10 minutos e que, na sua maioria, correm à velocidade do caracol.
«The Eye of Every Storm» é um registo onde a acalmia prevalece, a serenidade parece querer impor-se mas tudo, mais tarde ou mais cedo, descamba no caos. A receita pouco varia, os temas longuíssimos começam devagar e vão crescendo, lentamente, num processo quase hipnótico e psicadélico mas que graças ao fascínio que nos provoca, deixa no ar uma tensão insuportável. A brutalidade Hardcore do passado apenas aparece a espaços pois este disco é mais orientado para um som experimental e Doom, na linha de «A Sun that Never Sets».
Um CD nada fácil mas que merece um esforço. Claustrofóbico. Ago-04

[ 8.5 ]
 

NIGHTWISH - Once / 2004

Agora que o estilo gótico no feminino está novamente em voga, infelizmente pelas piores razões, o regresso dos finlandeses Nightwish era aguardado com bastante curiosidade. Se em termos comerciais o sucesso é retumbante, «Once» revela-se como o mais pesado e ambicioso trabalho da carreira da banda liderada por Tuomas Holopainen.
Depois de um início mais "orelhudo", podemos encontrar uma enormidade de arranjos mais ou menos clássicos, registos operáticos, cânticos e coros imponentes, instrumentos de sopro e de cordas e uma envolvente orquestra. Tarja Turunen canta melhor do que nunca, frequentemente complementada pela voz mais "metálica" de Marco Hietala, num disco muitíssimo bem produzido e diversificado. Felizmente que o exagerado destaque dado no passado às teclas e à posição de Tarja já não é tão evidente, resultando daqui um maior destaque para um colectivo, a todos os níveis brilhante. Ago-04

[ 9 ]

 

NORTHER - Death Unlimited / 2004

«Death Unlimited» é já o terceiro trabalho de longa duração da carreira do quinteto finlandês, que nos tem oferecido todos os anos um disco. Se em «Dreams of Endless War» e «Mirror of Darkness» o enorme potencial da banda era um pouco ofuscado pela completa falta de originalidade e pela colagem demasiado óbvia aos conterrâneos Children of Bodom, esta nova rodela denota um esforço considerável na tentativa de demarcação ao som da banda liderada por Alexi Laiho e na criação de um estilo próprio. Embora em diversos momentos as influências sejam demasiado fortes para serem renegadas por completo, existem bastantes apelos à criatividade como, por exemplo, em «Chasm» ou «A Fallen Star».
Um álbum um pouco mais complexo que os anteriores mas ainda assim enérgico e tocado a grande velocidade. À semelhança do que fazem centenas de agrupamentos escandinavos de Death Metal, não poderiam faltar as faraónicas estruturas debitadas pelos teclados, os solos virtuosos e muita melodia contagiante.
Pela negativa, o tratamento dado à voz de Petri Lindroos torna-a demasiado mecânica e artificial.

[ 7.5 ]

 

NOTRE DAME - Demo Monde Bizarros / 2004

Os Notre Dame devem ser um dos projectos - ou será que são realmente uma banda? - mais estranhos, desconexos e inqualificáveis que conheço. Apregoam-se de Electric Shock Metal e se a carapuça lhes serve, assim seja!
Snowy Shaw, antigo baterista de King Diamond, Mercyful Fate e Memento Mori, etc. , resolve saltar mais cá para a frente e com uma guitarra a tiracolo e um microfone descarrega sobre a nossa postura atónita um desfilar de canções!? grotescas e de gosto muito duvidoso. Com a ajuda de músicos!!! como os gémeos Mannequin na bateria e Jean-Pierre De Sade no baixo e da bailarina Vampirella nas vozes vampiras, estão abertas as portas do teatro do horror. É claro que o gajo só pode estar a gozar connosco e comprar um disco dos Notre Dame é quase como jogar dinheiro pela janela. No entanto, se tivermos a plena consciência de que estamos a ser burlados ainda se encontram aqui coisas geniais. Insanidade precisa-se nesta mistura de Edith Piaf com Venom.

[ 7.5 ]

 

NIGHTFALL - I Am Jesus / 2003

De regresso ao activo, 4 anos após o lançamento de mais um fracasso comercial, os atenienses Nightfall voltam à carga com mais um ambicioso trabalho. Deixando um pouco para trás o som predominantemente Dark / Death dos primeiros tempos, agarram-se com "unhas e dentes" a uma amálgama sonora de ambientes góticos e estruturas futuristas, já bem evidente em «Lesbian Show» e «Diva Futura». Praticamente todos os temas incluem elementos interessantes sendo o resultado final extremamente melódico mas ao mesmo tempo carregado de personalidade. Algo aqui me faz pensar num género sonoro com fortes raízes mediterrâneas, tão evidente em bandas como os conterrâneos Rotting Christ ou os lusos Moonspell.
A enorme dificuldade em fazer com que o produto final seja diferente de uma verdadeira manta de retalhos continua a ser o verdadeiro calcanhar de Aquiles dos Nightfall. Certamente que um produtor como o Waldemar Sorychta faria uma enorme diferença. Ideias não faltam...

[ 6.5 ]

 

NEVERMORE - Enemies of Reality / 2003

Quase três anos depois de «Dead Heart, in a Dead World» era com enorme expectativa que aguardava o regresso da banda de Seattle aos estúdios.
Com uma formação que se mantém desde o disco de estreia, o resultado final só poderia ser muito bom. Mais uma vez podemos vibrar com o virtuoso e hipnótico trabalho de Jeff Loomis nas seis - por vezes sete - cordas, aplaudir a secção rítmica a cargo de Jim Sheppard e Van Williams e obviamente deliciar-nos com a fabulosa e única voz de Warrel Dane.
Ao contrário da grande maioria das bandas do género que tendem a amolecer com o passar dos tempos, os Nevermore debitam ao longo dos 9 temas deste registo, uma descarga de som brutal muito próximo da dicotomia Thrash / Death, sem nunca perder, um pouco sequer, da sua sonoridade característica. Evidentemente que «Enemies of Reality» é muito mais pesado e directo que os discos anteriores, mas acreditem que aqui não há lugar para facilitismos pois tudo é mais complexo do que parece. O único senão é a curta duração do disco mas, assim sendo, poderemos tornar a repetir a audição mais cedo.

[ 9 ]

 

NIGHTRAGE - Sweet Vengeance / 2003

Quando o grego Marios Iliopoulos (ex-Exhumation), decidiu em 2000 trabalhar com o conterrâneo e também guitarrista Gus G (Dream Evil), estavam lançadas as sementes para mais um projecto de Melodic Death Metal com fortes raízes no som de Gotemburgo.
O colectivo ficou completo com a aquisição de um baixista francês, do famoso baterista Per Jensen (The Haunted) e de dois vocalistas, Tom Englund (Evergrey) para as partes mais calmas e do incontornável Tomas Lindberg para as habituais e tremendas vozes a rasgar, completamente dementes e loucas.
Para a estreia foi escolhido o estúdio Fredman e o resultado só poderia ser uma excelente produção, com um som muito forte e brutal. Os fantásticos riffs protagonizados pelos dois guitarristas, a complementaridade criada pelo dueto vocal e a exímia batida de Per, tudo bem secundado pelas teclas a cargo de Fredrik Nordstrom, resultam num disco bem forte, extremamente diversificado e repleto de adrenalina.

[ 9 ]

 

NIGHTWISH – Century Child / 2002

O estrondoso sucesso de «Oceanborn» catapultou o quinteto nórdico para os lugares cimeiros das preferências dos amantes de música melódica. A voz lírica de Tarja Turunen é a imagem de marca do grupo embora o excelente teclista e principal compositor Tuomas Holopainen seja um elemento a ter em conta pelo seu virtuosismo. Este quarto trabalho de originais é o mais pesado, potente, obscuro e sinfónico até à data, tanto em termos instrumentais como vocais, essencialmente devido à maior utilização da voz masculina do baixista Marco Hietala que intercala com a da Tarja conferindo ao conjunto dos temas um som muito forte.

[ 8 ]

 

NILE – In Their Darkened Shrines / 2002

A enorme proliferação de grupos de Death Metal, tem-nos oferecido agrupamentos de extrema qualidade. Desde o melódico som proveniente da Escandinávia ao potente e extremo som americano, o Death é hoje em dia um dos estilos do Metal com mais "estilo". Os Nile são um grupo único e através de uma composição influenciada claramente pela cultura egípcia, apresentam-nos agora o seu terceiro trabalho de originais. «In Their Darkened Shrines» é uma nova etapa na carreira do grupo, introduzindo uma toada mais doomica a musicas claramente marcadas pela brutalidade. Os 10 minutos (!?) de «Unas Slayer of the Gods», baseado em riffs de «The Weel of Souls» dos Candlemass, são um exemplo de que ainda há imaginação. Destaque ainda para a inimaginável performance de Tony Laureano na bateria.

[ 8.5 ]

 

NAPALM DEATH - Order of the Leech / 2002

Depois das já lendárias secções da BBC Radio One foi um não mais parar de editar álbuns e EPs. Cada malha é uma amálgama brutal e supersónica de Grindcore e Death, um som extremo que não tem tido o desenvolvimento esperado. Sem a excelente produção este disco poderia ter sido gravado à 10 anos atrás.
No entanto que ninguém duvide que estamos perante um dos melhores agrupamentos à face do planeta - Mark Greenway (V), Jesse Pintado e Mitch Harris (G), Shane Embury (B) e Danny Herrera (D) - com potencial mais do que suficiente do que continuar a bater na mesma tecla. Um ponto a mais pelos momentos escondidos no fim do disco, enfim uma pequena lufada de ar fresco.

[ 7 ]