: : MALEITAS/ANÁLISES : : I : : .

IRON MAIDEN - The Book of Souls / 2015

Naquele que é o maior interregno entre álbuns, em parte relacionados com os problemas de saúde que afectaram Bruce Dickinson, os Iron Maiden colocam cá fora o seu 16º trabalho de originais em 40 anos de uma monstruosa carreira. Logo após a fase Bayley e do retorno de Dickinson à banda em 1999, o sexteto britânico envereda por um caminho mais progressivo, como se «Rime of the Ancient Mariner» fosse a pedra basilar de todo um legado, tendo sido esse o rumo traçado desde aí.
Começando de uma forma mais directa, «The Book of Souls» cedo tende a crescer para uma longa obra que nos recorda os longos épicos passado. Ao longo de 11 temas que perfazem o primeiro duplo-álbum de estúdio do colectivo, triplo se falarmos do vinil, com algumas malhas a poder ter minutos a menos não houvesse alguma tentação para arrastar as composições, este é mais um disco que coabita na perfeição com todos aqueles que foram sendo gravados após «Brave New World». Assim mesmo, a marca está bem presente ao longo de mais de uma hora e meia de som, não só através do duelo infindável das 3 guitarras, na voz mais do que familiar de Bruce, naquele baixo inimitável e nas peles, de onde parece nunca de lá ter saído o Eddie. Por falar nele, este artwork lembra o horroroso «Dance of Death». Set-15

[ 79 / 100 ]

 

IRON MAIDEN - En Vivo! / 2012

Detentores de um dos melhores álbuns ao vivo da história da indústria discográfica, numa altura em que este suporte há muito deixou de fazer sentido em prol dos cada vez mais cuidados DVD's e afins, os Maiden vão-se socorrendo dos lançamentos de discos originais como nova recarga para as investidas na estrada. E é exactamente aí que este duplo-CD começa por não funcionar…
Centrado em «The Final Frontier», esta actuação gravada em Santiago do Chile peca pela menor intensidade e grande extensão dos temas actuais, que apesar de interessantes, não possuem nem um pouco da emotividade e energia dos grandes clássicos. Quanto a estes, e é um facto que não poderiam deixar de figurar em cada actuação do sexteto, ao fim de os termos escutado milhares de vezes, principalmente quando já passamos pelo seu real impacto ao vivo, confesso que a saturação e a falta de frescura começa a fazer-se sentir.
Por tudo isto, justifica-se a aquisição deste documento no formato audiovisual ou como objecto de colecção, uma vez que um registo deste tipo actualmente não passa de uma gravação a céu aberto, tantas são as operações de cosmética que sofre posteriormente. Abr-12

[ 63 / 100 ]

 

INVERNO ETERNO / 2011

O álbum «Póstumo» lançado em 2008, junto com uma série de actuações marcantes, numa altura em que pela Europa iam florescendo projectos seguindo uma linha semelhante, colocou os Inverno Eterno como uma das bandas nacionais, a gravitar pelos meandros do Black Metal mais depressivo e suicida, num lugar de destaque dentro de um meio confinado. Passados 3 anos, o género foi-se tornando redutor.
Alheios a esse facto, este disco homónimo encerra em si mesmo, torrentes de sofrimento sobre um manto de neblina poético, temas instrumentalmente débeis, mas repletos de conteúdos que nos despertam os sentidos. Liricamente existem estrofes brilhantes. E no fim, lembram-me canções... de música que nunca ouvi.
Actualmente uma das editoras / distribuidoras mais empenhadas no panorama nacional, a Bubonic Productions já possui no seu extenso catálogo lançamentos de bandas como Bosque, Process of Guilt ou Why Angels Fall, nos terrenos mais soturnos do Doom Metal ou os Dolentia, InThyFlesh, Ars Diavoli, Irae e Defuntos, nos profundezas do Black mais visceral, uma quantidade de registos que, a juntar a muito som proveniente de além fronteiras, colocando-a num patamar superior no que diz respeito ao suporte dado a um nicho cada vez mais underground. Nov-11

[ 78 / 100 ]

 

IN THA UMBRA - Noire / 2011 - EP

À medida que os anos vão passando e o colectivo à volta de BKD se vai desembaraçando da sonoridade mais primitiva, o rumo traçado envereda por caminhos de contornos experimentais, onde a abordagem ao Black / Death de raiz adquire uma dimensão mais progressiva e atmosférica, na verdade sempre presente, mas com uma amplitude bastante mais abrangente. Ruben Sardinha é agora repescado para o lugar de baixista enquanto Fernando Estorninho continua a funcionar como um elemento externo catalisador da ambiência etérea que aqui se faz sentir, não desfazendo as colaborações pontuais de vocalistas alheios como André Capela, Célia Ramos ou Charles Sangnoir. É pois assim que os In Tha Umbra comemoram os 15 anos de actividade, com um pequeno disco já desvendando temas de um próximo lançamento, aproveitando esta achega para se lhes juntar a regravação de um outro mais antigo, reportando a «Midnight in the Garden of Hell», o álbum de 2000 do quarteto algarvio. Depois desta demonstração bem assertiva, onde uma produção exemplar terá forçosamente de ser a pedra basilar, aguarda-se com expectativa a saída do álbum já em (de)construção e que voltará a ser uma pedrada no charco algo amorfo e pouco original em que se vem tornando o panorama nacional mais extremo. Jan-11

[ 76 / 100 ]

 

INQUISITION - Ominous Doctrines of the Perpetual Mystical Macrocosm / 2010

Mesmo com assento nos Estados Unidos, não é comum a uma banda colombiana ter uma base de culto underground já com a dimensão da dos Inquisition, suportada em 4 álbuns, um trio de EPs e mais algumas edições avulsas e de menor relevância. Como mentor surge Dagon, o principal senão mesmo o único compositor desta instituição, presentemente responsável pela execução de todos os instrumentos, à excepção da bateria e pelas inertes, lívidas e agonizantes vocalizações.
Com uma produção inteligente, ríspida, mas simultaneamente clarividente, «Ominous Doctrines of the Perpectual Mystical Macrocosm» oferece-nos um desfilar de temas agrestes, autênticos mergulhos num abismo infindável. Além das vozes secas e de uma acidez impressionante, declamadas como se de uma sentença letal ou um ritual oculto se tratassem, todo o trabalho é varrido por assombrosas paredes de riffs lancinantes e um magnífico e diversificado desempenho na percussão, a cargo de Incubus. Gravado em 2 curtas passagens por estúdios situados algures na Califórnia, esta incursão dos Inquisition revela uma faceta mais melódica, madura e um carácter mais épico e catchy, até agora menos conhecidos. Um álbum obrigatório para todos os que ficaram retidos nas gélidas paredes do Black Metal escandinavo. Jan-11

[ 82 / 100 ]

 

IRON MAIDEN - The Final Frontier / 2010

Não valendo a pena estar a perder muito espaço a falar de uma carreira que tornou os Iron Maiden na maior e mais importante banda de Heavy Metal, saliente-se que após o regresso de Bruce Dickinson e Adrian Smith, já neste novo milénio, a banda britânica enveredou por um registo bem mais arrastado, onde os hinos directos deram lugar a longas intenções de virtuosismo e cadencias progressivas, sempre presentes desde os épicos iniciais é certo, mas nunca em tão grande escala.
Em «The Final Frontier», quarto trabalho dentro desta nova era, os Maiden fazem-no da melhor forma, com uma primeira parte mais imediata mas menos conseguida e um desenvolvimento mais intrincado, obscuro, repleto de fantásticos momentos e toneladas de duelos entre as 3 guitarras, com a marca de Harris em fundo e uma voz mais narrativa e teatral de Bruce, claramente sem a amplitude de outros tempos. Numa produção que continua a não fazer justiça ao som Maiden actual, pouco encorpada e demasiado baça, perde-se assim um pouco daquela energia que seria fulcral num disco como este, onde alguns rumores apontam como o último da banda. Não estando perante algo intemporal, como aquilo que fizeram na década de 80’, ainda assim este disco merece a chancela Maiden e quando assim é... Set-10

[ 77 / 100 ]
 

IMMORTAL - All Shall Falll / 2009

Regressados 3 anos após terem abandonado a cena em 2003, os Immortal voltam finalmente aos estúdios Abyss depois de um longo interregno de 7 anos, se bem que com os I, o tal projecto a solo de Abbath, já se tenha servido, mesmo que de forma mais ligeira, alguma da sonoridade invernal a que os primeiros nos foram habituando.
Em linha com o que fizeram em «Sons of Northern Darkness», os noruegueses propõe-nos um álbum com uma estrutura muito similar, numa demonstração cabal de solidez e segurança mas evitando correr riscos de maior. Com uma poderosa e bem estruturada produção, é à volta de faixas épicas e melódicas, sem perder de vista alguns momentos mais rápidos e brutais, que flui um registo que, uma vez mais, recorre à componente lírica de Demonaz. Como seria de esperar, Horgh evidencia-se através de uma poderosa e cirúrgica prestação enquanto Abbath, quer seja pelosriffs afiados, interlúdios acústicos, solos intensos ou pela agonizante voz, se vão complementando, construindo-se sob um pano de fundo de escarpas íngremes e geladas, sensações de vertiginoso desconforto e isolamento profundo.
Não sendo pois um portento de originalidade, «All Shall Fall» revela-se uma precisa arma de arremesso para o trio espalhar granizo pelos palcos onde irá actuar. Out-09

[ 78 / 100 ]

 

INFERNAL KINGDOM - The Black Throne of Hell / 2008

Da elaboração das letras para os extintos StockMorto - projecto que esteve na génese dos Infernal Kingdom - para a posição de vocalista, bastou um ensaio para que Demogorgon encontrasse em Naamah Satana a companhia ideal para fortalecer o ritual. Com uma sonoridade de forte cariz underground e travo old-school, para trás já ficaram um par de demos e três splits, partilhados com 4 bandas nacionais e algumas entidades externas, casos dos colombianos Infernal ou dos polacos Besatt.
Chegada a altura de se lançar algo mais substancial, eis que entram no Estudio 213 e em co-produção com Bruno é registado o suporte físico de «The Black Throne of Hell», o aguardado álbum de estreia dos IK, totalmente escrito, executado e desenhado pela dupla supracitada, faltando apenas um pouco mais de diversidade. Coadjuvados por Kryptus na bateria, grandes riffs são rasgados por uma pujante voz, dando-se um firme passo na senda da demência e do caos, como se pode constatar em «Pentagram of Baphomet» ou na surpreendente composição «Na Sombra da Luz».
Com previsão de saída em CD durante os primeiros meses deste ano, a banda vai-se desdobrando nalgumas apresentações ao vivo no sentido de espalhar a mensagem do Mestre Negro, para já numa gentileza da Herege Warfare Productions. Jan-09

[ 78 / 100 ]

 

INVERNO ETERNO - Póstumo / 2008

Mantendo uma assinalável assiduidade em termos de lançamentos underground, predominantemente nas áreas Black / Doom, a Bubonic Productions acrescenta agora à lista composta por Dolentia, Vittrah, InThyFlesh e Cripta Oculta, o trabalho de estreia dos lisboetas Inverno Eterno com a marca BBP006.
Confesso que as duas actuações a que deles já assisti não me deixaram grandes recordações e embora tenha sido evidente o empenho que colocam a cada momento, nomeadamente por parte do seu front-man, pessoalmente algo me parecia forçado e pouco funcional em termos de coerência. No entanto, com o desenrolar destes temas, esquecendo talvez um prólogo demasiado extenso e repetitivo, as peças começam a encaixar, além de que as próprias músicas se complementam entre si. Criando uma atmosfera de evidente solidão e constante carga emocional, os temas fluem de forma frágil mas segura, de onde brotam pormenores de triste acalmia contrastando com a distorção circundante, sob vozes diversas e muito bem estruturadas, vindas do nada. De aplaudir a utilização da língua nativa que se vai adaptando na perfeição a todo o conceito desenvolvido num álbum muito denso, sofrido, nostálgico e mortalmente melancólico. Dez-08

[ 77 / 100 ]

 

IN THA UMBRA - Thus Open Thine Eerie Wings Like an Eagle and Soar the Winds of Chaos / 2008

Se «Nigrium Nigrius Nigro» atingiu um novo patamar em termos qualitativos, este álbum revela ainda uma maior aposta na diversidade, chegando ao ponto de nos fazer pegar no booklet para comprovar se não estaremos a ouvir algo diferente.
Mantendo uma base instrumental Black / Death com devaneios experimentais, este registo distancia-se do passado ao recorrer a frequentes vocalizações em português, onde a ajuda de Célia Ramos dos Mons Lvnae é uma clara mais valia, a um completo e complexo jogo de teclados e a incursões cada vez mais Prog-Rock. Temas como «Cornocópia Regia» ou «Apsinthion Thirst» fazem-nos sentir a força dos elementos tradicionais e místicos que a banda desde sempre se preocupou em incutir no seu som. Procurar referências no som dos In Tha Umbra, é como varrer um universo tão díspar que poderá ir desde os japoneses Sigh aos conterrâneos Ornatos Violeta.
Novamente com o selo Agonia Records, este disco foi mais uma vez gravado perto de casa, sendo posteriormente misturado e masterizado nos Ultrasound Studios de Daniel Cardoso. Perante tamanha diversidade instrumental e extrapolação de ideias, «Thus Open... » merecia uma produção implacável, lacuna que já não é de agora, uma vez que alguns temas como que se diluem em si próprios.
Jul-08

[ 76 / 100 ]

 

INTHYFLESH - Lechery Maledictions and Grieving Adjures to the Concerns of Flesh / 2007

Até ao lançamento de «Crawl Beneath Our Shadows» em 2004, os InThyFlesh gravaram 4 demos, uma das quais em parceria com os alemães Navja, não sem antes deixarem a sua marca na lendária compilação «Lusitânia Dark Horde». No ano seguinte, a banda sofre uma completa remodelação de line-up com a entrada de Tarannis, Sephirus, Alastor R. e Desecrator, enquanto a participação numa segunda colectânea e o split com os Kult ov Azazel foram sendo permanentemente adiados. A colocação no mercado da parceria com Irae e diversos concertos, alguns dos quais com resultados absolutamente caóticos, foram mantendo a máquina oleada.
Recolhido nos “Home Made” Studios e com as colaborações externas de Gonius Rex dos Onirik e Ravenlord dos suecos Woods of Infinity, «Lechery Maledictions» revela-se um valente salto qualitativo em termos instrumentais e a nível artístico. Logo com um devastador solo inicial, a dupla Tarannis / Vigarivs sobressai ao longo de todo o trabalho, desenhando harmonias e cínicas passagens melódicas que complementam na perfeição a crueza das letras vocalizadas por Durcet. Imperator dos Tumulum funciona aqui como músico de sessão, encontrando-se no som por vezes demasiado plano da bateria, o ponto mais fraco deste grande registo. Fev-08

[ 78 / 100 ]

 

IRAE - Hellnation / 2008

Tal como o Inner Circle ou Les Légions Noires, o Black Metal nacional cresceu à volta de um reduzido número de pessoas, cujos projectos, bandas e actividades paralelas se fundiram num pequeno e fechado reduto. De entre todos, um dos músicos mais activos tem sido Vulturios, cujas participações em Morte Incandescente, Storm Legion, Flagellum Dei, Thy Black Blood ou Flamma Aeterna lhe trouxeram o reconhecimento e a bagagem necessárias para erguer o seu próprio projecto. A cadencia com que Irae vai editando material desde 2003 é imparável, sendo «Hellnation» o 3º longa duração de uma série não menos impressionante de demos e splits com entidades que gravitam dentro da mesma esfera de influências como Coldness, Nightrealm, InThyFlesh, Ars Diavoli ou Penitência.
Irae é pura dor e ódio, uma declaração pessoal de guerra à humanidade, clamada de forma visceral através de um registo vocal inigualável e repleto de agonia, o som sempre gélido e ríspido não indicia grande trabalho de laboratório e mesmo nas raras partes melódicas e atmosféricas, cada espira deste disco corta-nos os tímpanos oferecendo ampolas de ácido, como lenitivo. Do âmago de todo este caos, fluem dilacerantes linhas de guitarra e ambiências assombrosas em honra d'Ele. Fev-08

[ 71 / 100 ]

 

IMPALED NAZARENE - Manifest / 2007

Construindo e cimentando uma carreira tendo como base uma discografia coerente, cada álbum dos Impaled Nazarene é um manifesto de pura agressão sónica, violência sem compromissos, uma ode ao holocausto. As composições destes lunáticos finlandeses vagueiam entre o Black Metal mais cru e o Punk 'n'Roll com reminiscências Motörhead, revelando conteúdos satânicos, versando sobre o holocausto nuclear e com uma perversa conotação sexual de índole bem explicita.
Com uma duração a rondar os 50 minutos, «Manifest» apresenta Tomi UG Ullgren como novo guitarrista, criando uma eficaz parelha com Jarno Anttila na construção de torrentes de riffs arrasadoras e solos agonizantes. Mika Luttinen demonstra toda a sua raiva através das suas maníacas e insanas cordas vocais. Apesar de por vezes os tempos se tornarem mais lentos, nos 16 temas que compõe este 10º álbum da banda há espaço para mortíferos assaltos de Thrash, sendo que a diversidade advém das contínuas quebras de ritmo, num som perfeito, cristalino e letal, arrancado nos estúdios Sonic Pump. Repe Misanthrope, como não poderia deixar de ser, é uma máquina de guerra imparável, num disco que faz justiça ao nome Impaled Nazarene.
Devastação garantida para o 14º HMF de Mangualde, já em Janeiro. Dez-07

[ 8 ]

 

INBORN SUFFERING - Wordless Hope / 2006

Formados em 2002, este quinteto parisiense pratica um Doom / Death bastante actual, na linha do que vem fazendo os My Dying Bride, os Draconian e até os Process of Guilt. Depois de uma demo de 3 temas lançada um ano antes, a banda coloca nos escaparates, através da Sound Riot Records, o seu álbum de estreia «Wordless Hope», um disco intenso e muito bem preenchido em termos atmosféricos.
Usando a longa duração de cada malha em proveito próprio, eis-nos mergulhados na melancolia e desespero inerentes a cada riff mais opressivo, nos guturais quase declamados e queixosos, em tons que se vão repetindo infinitamente à medida que nos envolvemos em espirais absolutamente hipnóticas e nos habituais condimentos que costumam polvilhar este tipo de som mais arrastado, como sejam algumas introduções de piano, partes acústicas, violinos depressivos e vozes femininas quase etéreas. Por estes pequenos exemplos, é óbvio que não estamos perante nenhuma sumidade em termos criativos na matéria mas o que resulta no final de cada tema é sem dúvida muito válido e eficaz.
Mais uma banda a ter em consideração, num espectro sonoro cada vez mais concorrido, uma vez que potencial não lhes falta, efectivamente. Mai-07

[ 8 ]

 

I - Between Two Worlds / 2006

Seguindo uma tendência de reunir músicos conceituados de Black Metal em projectos mais mainstream, os noruegueses I destacam-se em termos criativos dos seus congéneres Scum ou Chrome Division. Contando com os préstimos de Ice Dale, guitarrista dos Enslaved, do baixista T.C. King dos Sahg e Gorgoroth, de Armagedda, baterista fundador dos Immortal e ainda das líricas de Demonaz, Abbath regressa ao activo com um álbum a transpirar por todos os poros as sonoridades e os ambientes da banda que deixou em repouso depois de «S.o.N.D.».
«Between Two Worlds» é um disco que resvala por diversas vezes para caminhos mais Black n'Rock, com descargas de energia coladas a Motorhead enquanto os ambientes não flectem para uma clara homenagem a Quorthon, pelo carácter épico e quantidade de elementos que remetem às geniais composições do príncipe Viking.
A produção a cargo de Peter Tagtgren é imensa, conseguindo colocar no sitio certo cada instrumento, com forte destaque para os riffs - um must neste registo - enquanto as vocalizações vagueiam entre a limpidez e tonalidades mais ríspidas.
Sem recurso a grandes artifícios e com uma vibrante atmosfera, este brilhante disco já provoca enorme expectativa em relação ao próximo trabalho dos Immortal. Dez-06

[ 8.5 ]

 

IRON MAIDEN - A Matter of Life and Death / 2006

Prosseguindo com o percurso mais progressivo e na linha do que já fizeram em «Brave New World» e «Dance of Death», os Maiden conseguem, desta feita, suplantar toda a discografia dos últimos 15 anos e registar um álbum absolutamente digno da sua grandeza, sendo no cuidado posto em algumas características que lhes são próprias que este disco ganha dimensão, seja nos coros a ser cantados por uma vasta plateia, ou pelos riffs e batalhas de guitarra protagonizados em partes quase iguais por Adrian Smith, Dave Murray ou Janick Gers.
Pela terceira vez com Kevin Shirley aos comandos, este 14º trabalho da longa discografia da Dama de Ferro é registado com muito pouco recurso à tecnologia actual e nem parece que foi masterizado, resultando daí um som live e old school, suportado na competente e pujante secção rítmica liderada por Steve Harris e com Nicko MacBrain em excelente plano. Num disco lento e muito longo, temos tempo para diversas mudanças de rítmo dentro de cada tema, peso e hinos ao metal, com Bruce Dickinson arrancando uma esforçada e suada vocalização. Set-06

[ 9 ]

 

ISHKUR - The Ancient Ones Come / 2006 - Demo

Como uma das mais activas editoras do nosso meio underground, através da distribuição de registos de carácter extremo, a Hellwar Production aposta na edição e divulgação de projectos nacionais, sendo esta estreia dos portuenses Ishkur o lançamento nº 24 desta label sedeada na Covilhã.
Totalmente idealizada por Ishkur, elemento que integra também os Acceptus Noctifer, esta demo de 4 temas conta com a colaboração de Arcanus, baterista dos Inner Helvete e com a participação vocal de Tarannis (Acceptus Noctifer, Êxul e InThyFlesh) no tema «Undergods». Ao longo de 18 minutos somos absolutamente varridos por uma torrente de riffs devastadores, enquanto Arcanus esmaga literalmente as sofridas e angustiantes vocalizações, num resultado crú e caótico.
É mais do que certo que a quantidade de agrupamentos de Black Metal existentes em território nacional supera largamente a procura e nesse universo de gravações há muitas que nem sequer merecem gastar as cabeças do nosso leitor de K7s. Dentro dos “estudos” válidos, temos a brutalidade reinante de «The Ancient Ones Come», onde Iskhur revela carácter e induz curiosidade para futuros ataques de puro raw black.
Em 100 cópias tivemos a sorte de ficar com a #13. Ago-06

[ 6.5 ]

 

IMPALED NAZARENE - Pro Patria Finlandia / 2006

O som devastador dos finlandeses Impaled Nazarene volta a ouvir-se desta feita suportado em «Pro Patria Finlandia», o último esforço da banda liderada por Mika Luttinen desde 1990. E pode-se dizer que o quinteto não faz concessões, ao juntar a um título com conotações nacionalistas, uma quantidade de temas extremamente rápidos, onde se mesclam sonoridades que vão desde as sujas descargas de Punk aos ataques massivos de Black / Thrash Metal.
Quando comparado com os registos mais recentes, não há qualquer dúvida que o quinteto resolve acelerar sem limites, num tom mais feroz e extremo e não fosse a moderna produção e os recursos tecnológicos actuais, poderíamos colocar facilmente este disco entre os primeiros trabalhos do colectivo. Infelizmente o prometedor inicio deste 9º álbum não tem continuidade e a páginas tantas, deparamos com alguns temas menores que nos passam completamente despercebidos, tal a rapidez com que nos varrem os seus constantes blastbeats, a muralha de riffs e a voz viperina de Mika.
Este não é o sucessor de «All that You Fear» que estava à espera mas mantém bem firmes os predicados de intensidade old-school e os conteúdos blasfemos ou de carácter sexualmente explícito que deles sempre se esperam. Mai-06

[ 7 ]

 

IN FLAMES - Come Clarity / 2006

Os dois últimos trabalhos da formação de Gotemburgo caíram como uma bomba no seio da comunidade metálica internacional, provocando nos fãs mais ortodoxos uma cólera contra uns "vendidos" ao sistema. Claro que o sucesso incrível que bafeja qualquer banda que beba influências no MeloDeath sueco, mesmo com a mistura de significativas doses de outros géneros, com predominância para as sonoridades Core, não foi alheia à mudança de conduta seguida pelo quinteto. Se os outros ganham com isso porque não fazer o mesmo!?
Em «Reroute to Remain» a abordagem mais moderna foi feita de forma ponderada mas em «Soundtrack to Your Escape» a banda espalha-se ao comprido, graças a um disco execrável, demasiado colado às bandas da moda e muito pouco prestigiante.
«Come Clarity» pode ser entendido como uma progressão mais correcta. É certo que a atitude de agradar às enormes ma$$as provenientes do mercado americano se mantém mas ao menos os solos, as características melodias, os riffs cativantes, o som esmagador da secção rítmica e, aqui e ali, algum esgar menos polido na voz de Anders Friden, proporcionam algumas incursões ao passado de alguém que já há muito escreveu o seu nome na história do Metal … e com letras garrafais. Fev-06

[ 7.5 ]

 

IRON MAIDEN - Death on the Road / 2005 - Live

Este duplo CD é já o 6º trabalho ao vivo que o sexteto inglês nos propõe ao cabo de 30 anos de carreira. A juntar à infindável série de colectâneas e DVDs que tem lançado nos últimos anos e à fase de menor fulgor físico e criativo que atravessam, não é de admirar que trabalhos como este não tenham o mesmo impacto quando comparados com os resultados alcançados no passado.
«Death on the Road» foi integralmente captado durante um espectáculo realizado em Dortmund, durante a tournée que se seguiu a «Dance of Death» e essa é mesmo a mais valia deste registo, um trabalho que se debruça essencialmente sobre o último disco, com a inclusão de 6 temas na set-list. Interessante ainda a interpretação de «Lord of the Flies», um tema da era Blaze Bayley, pela voz de Bruce Dickinson.
Infelizmente continuo com a sensação de que os últimos discos dos Maiden soam demasiado abafados, será responsabilidade de Kevin Shirley? Mesmo nas fotos que acompanham esta edição, a banda aparenta já um cansaço evidente. Set-05

[ 7 ]

 

IN THA UMBRA - Nigrium Nigrius Nigro / 2005

Os primeiros tempos do quarteto algarvio liderado por Brün K. Diaboliih (aka BKD) foram férteis em termos de criatividade com a edição de uma demo , dois álbuns e ainda um EP mas, descartando «Pentagramma» de 2003, são necessários 5 longos anos para finalmente termos acesso a este «Nigrium Nigrius Nigro», o verdadeiro sucessor de «Midnight in the Garden of Hell», lançado já no longínquo ano de 2000.
Com a banda mais do que rodada e ao abrigo de um contrato de 2 discos celebrado com a independente polaca Agonia Records, eis que nos chega finalmente às mãos o 3º longa duração, um registo mais audacioso e elaborado quando confrontado com as anteriores edições, dominado por um Black / Death musculado, bastante técnico e variado. Ao longo de 9 temas viscerais – 2 dos quais já haviam sido incluídos no EP anterior – integralmente escritos pelo guitarrista / vocalista BKD, alguns momentos melódicos e uns teclados majestosos, cortesia de Eolo Amon-Rá, destacam-se de uma envolvente soturna, obscura e bastante crua.
Registado nos Straka Studios, este CD padece do mal que enferma a maioria dos discos do underground luso… as ideias estão lá todas, a qualidade é evidente mas algo falha aquando da transposição para o suporte final. Para fechar um documento que marca uma década de vida, destaque absoluto para o videoclip que ilustra um dos temas mais fortes do disco. Ago-05

[ 7.5 ]

 

IMPALED - Death after Life / 2005

Ao terceiro álbum, os norte-americanos Impaled assinam um surpreendente contrato com a Century Media passando assim a ter a possibilidade de atingir um universo ainda maior de mentes perversas com o seu Death / Thrash insano, de forte conteúdo visceral. Como o quarteto sempre se sentiu fortemente influenciado pelos Carcass, esta aposta apelando aos saudosistas, nem é tão descabida quanto isso.
Temáticas anatómicas, linguagem médica, imagens de corpos mutilados e órgãos transplantados a vitimas conscientes ilustram um álbum conceptual em que 4 dementes cirurgiões, eventualmente incarnados nos elementos da banda, se divertem a realizar macabras experiências sobre os pacientes. Para tornar a história mais compreensível, «Death after Life» apresenta pequenos excertos narrativos que produzem uma atmosfera aterradora mas ao mesmo tempo deliciosamente sádica.
Trey Spruance dos Mr. Bungle contribui para um par de solos, uma das características relevantes e bem trabalhada neste registo, respondendo ainda com uma produção cinzenta mas perfeita para uma obra tão sinistra e mordaz quanto esta.
Certamente que existiram cedências de parte a parte mas os Impaled estão ainda muito longe de poderem ser considerados “próprios para o grande consumo”. Mar-05

[ 8.5 ]

 

IMPERIA - The Ancient Dance of Qetesh / 2004

Helena Iren Michaelsen ficou conhecida através da sua participação nos primeiros discos dos Trail of Tears, banda que abandonaria em 2000 depois do lançamento de «Profoundemonium». Ainda chegou a participar no protótipo dos holandeses Epica – num projecto intitulado na altura Sahara Dust – mas seriam os Imperia os felizes contemplados com esta figura – e que figura.
Numa análise superficial, rapidamente chegamos à conclusão que «The Ancient Dance of Qetesh» destila por todos os poros influências das bandas acima mencionadas embora aqui a preocupação principal seja moldar os arranjos e toda a estrutura musical às vozes da versátil Helena. Os momentos bombásticos alternam com paisagens mais pausadas e românticas, numa estreia diversificada e que acentua a grande amplitude vocal da menina norueguesa, a qual atinge a sua plenitude nos registos mais operáticos, aclamados por uns mas por vezes algo irritantes na minha perspectiva. Influências da cultura oriental adicionam um toque exótico a uma produção cristalina e cheia de força. Jan-05

[ 7 ]

 

IN BATTLE - Welcome to the Battlefield / 2004

De raiz predominantemente Black Metal – os In Battle formaram-se a partir de elementos provenientes de bandas como os Odhinn, Satherial e Diabolical – começaram a flectir mais para o campo do Death / Thrash a partir da edição do EP «Soul Metamorphosis». Agora na Metal Blade , os suecos liderados pelo carismático Odhinn J. Sandin descarregam sobre nós uma torrente brutal de tecnicismo, velozes composições e muita agressividade, claramente influenciados pelos Morbid Angel e Hate Eternal, ou não fossem estas as bandas por onde passou Erik Rutan, o produtor escolhido para os comandos deste registo.
O “campo de batalha” contem 11 temas rapidíssimos e distintos entre si, embora não seja um disco demasiado variado e complexo. À semelhança do que acontece com o grupo liderado por Erik Rutan, que tem ainda uma participação activa durante o solo de «Serpents», aqui também faltam uma vincada linha orientadora, ideias diferenciadoras e acima de tudo uma melhor estruturação musical. Um bom trabalho, fundamental para indefectíveis apreciadores das bandas supracitadas. Dez-04

[ 7 ]

 

IN FLAMES - Soundtrack to Your Escape / 2004

A par dos Dark Tranquillity, os In Flames são o expoente máximo do Melodic Death proveniente da cidade de Gotemburgo. Ou eram...
Com o trabalho anterior, os In Flames chocaram meio mundo com a colagem demasiado perigosa aos sons mais modernos, provenientes do outro lado do atlântico. Se estivéssemos perante uma banda recente, por certo se escutariam montes de aplausos e críticas entusiásticas, mas assim parece que a Europa é pequena demais para a banda sueca.
E mesmo com as excelentes composições, a melodia característica do colectivo e um conjunto de boas malhas com vocalizações fortíssimas e riffs interessantes, é difícil não sentir um pouco de pena ao escutar diversos momentos "despidos" de sentido. E tantas teclas e efeitos para quê?

[ 7 ]

 

INVOCATOR - Through the Flesh to the Soul / 2003

O que terá levado uma banda dinamarquesa que lançou durante a primeira metade da década de 90 três discos de originais, sem grande sucesso comercial, a regressar 10 anos depois!? Eventualmente a sensação de que com o recurso às novas tecnologias conseguiriam fazer algo mais do que um banal thrash metal com fortes conotações de Kreator ou Dark Angel.
Com uma orientação muito mais moderna, onde influências originárias de Gotemburgo não poderão ser descartadas, temos em mãos um disco que grita claramente pela edição de um outro. «Through the Flesh to the Soul» será por ventura um apanhado de tudo o que se passou neste hiato de tempo. Agora que as coisas estão de novo no lugar só pode vir aí coisa bem melhor pois a maior lacuna deste registo é a sua falta de diversidade, quase todos os temas apresentam idênticas orientações e embora bem executados, tornam-se um pouco aborrecidos. 

[ 6 ]

 

ICED EARTH - The Glorious Burden / 2004

Sem dúvida que a maior atracção do novo disco dos americanos Iced Earth é aquisição de Tim Owens, vocalista substituído nos Judas Priest após o retorno de Halford, para o lugar de Matt Barlow. Este último já teria gravado por completo as partes vocais e apesar do disco estar numa fase bem adiantada, Owens é convidado a regravar tudo pois, segundo Jon Schaffer o principal mentor da banda, as coisas com Barlow não estavam a funcionar nada bem.
Depois de um álbum dedicado a monstros e criaturas afins, que de facto não me encheu as medidas, regressam com uma colecção de temas históricos, onde se destaca a trilogia épica que ocupa todo o segundo CD e que relata acontecimentos passados na famosa batalha de Gettysburg. Aliás o aspecto mais criticável neste registo, além da clara falta de originalidade e de emoção, é a tentativa exagerada em elevar a importância da curta história do novo continente, comparando-a à de figuras como Atila ou Napoleão. No mínimo discutível.

[ 6 ]

 

IMPALED NAZARENE - All that You Fear / 2003

Quem pensar que a Finlândia é um país essencialmente dotado para produzir bandas mais ou menos consensuais como nos casos dos Stratovarius, Nightwish, Children of Bodom ou Sentenced está-se a esquecer de uma das entidades mais agressivas e doentias à face da terra.
Com «All that You Fear», Mika Luttinen e os seus companheiros atiram-nos à cara pela 8ª vez, mais uma declaração de guerra através de um disco bem agressivo e a roçar o holocausto sonoro. Alguns elementos de Punk / Hardcore trazem ao Black / Death praticado pelo quinteto uma originalidade difícil de catalogar.
Agora que a presença de Alexi Laiho não passou de uma curta estada no seio do colectivo, os Impaled Nazarene encontram-se novamente "livres" de preconceitos e dispostos a espalhar a sua mensagem guerreira e de perversão sexual para todos aqueles que os estiverem dispostos a escutar.
Se algum dia vos aparecer um bode no jardim provavelmente a banda encontra-se por perto.  

[ 7.5 ]

 

IRON MAIDEN - Dance of Death / 2003

É indiscutível que a brilhante carreira dos Iron Maiden conheceu o seu apogeu na década de 80. A partir do «Seventh Son of a Seventh Son» nada foi como dantes mas a história é de todos conhecida. Com um exército de discos ao vivo, DVD's e colectâneas é sempre com interesse que recebemos a notícia de outro disco de estúdio da banda britânica que caminha a passos largos para os 30 anos de idade.
Estamos perante um trabalho com fortes referências ao passado, cada tema recorda um outro já gravado anteriormente, mas com o cuidado em ter um som actual. À semelhança do progressivo «Brave New World», este disco também procura ambientes complexos ou não fosse necessário dar que fazer aos 3 guitarristas.
Não estando entre o que de melhor já produziu o sexteto liderado por Steve Harris, este registo é bem mais atractivo do que outros lançados por bandas veteranas de créditos firmados que se arrastam por aí. Acreditem, o velho Eddie ainda mexe.

[ 8 ]

 

IN FLAMES - Reroute to Remain / 2002

A par dos Dark Tranquillity, os In Flames são os grandes percursores do som de Gotemburgo, o denominado Death Metal melódico. Era com alguma apreensão que aguardava este registo pois o «Clayman», um trabalho mais comercial e "orelhudo", não deixava augurar nada de bom para esta nova ida a estúdio. Também a enorme proliferação de grupos dentro do género tornavam o estilo já um pouco cansado e enjoativo.
Mas «Reroute to Remain» é um disco de sentimentos - ou se ama ou se odeia - pois definitivamente a banda está mais madura e embora este registo comece cheio de força e raiva, rapidamente as vozes e os temas se começam a transfigurar em límpidas e calmas canções.

[ 9 ]

 

IMMORTAL - Sons of Northern Darkness / 2002

Embora uma das bandas mais importantes do panorama Black Metal, foram inclusive a principal influência para o movimento de incêndio de igrejas no passado, os Immortal sempre se demarcaram dos conteúdos satânicos próprios do género. As letras dos seus temas percorrem as paisagem negras, os ventos cortantes e as terras gélidas da Noruega em detrimento dos tórridos conteúdos infernais.
Desta feita "os habitantes da escuridão" apresentam-nos um registo arrastado e completamente letal para quem procura ambientes mais amenos.
"Absolut Metal".

[ 9 ]

 

IRON MAIDEN - Rock in Rio / 2002 - Live

Duas compilações e quatro discos ao vivo contra apenas um trio de álbuns originais nos últimos dez anos, demonstra que a imaginação deste colectivo britânico já conheceu melhores dias.
Logicamente um disco ao vivo dos Iron Maiden é sempre um espectáculo digno de ser escutado ainda por cima quando estamos perante uma assistência superior a 250 mil pessoas. Outro ponto forte deste duplo CD é a forte incidência em temas de «Brave New World» e a constatação do bem que soam ao vivo.

[ 7.5 ]

 

IN FLAMES - The Tokyo Showdown / 2001

Confesso que não sou grande apreciador de álbuns ao vivo pois das duas uma, ou deparamos com uma espécie de "best-of" com músicas e aplausos trabalhados em estúdio ou então ficamos com uma rodela de som cru e pouco apetecível.
Dos 15 temas apresentados apenas um não pertence aos últimos 3 discos e até por este facto o efeito compilação dilui-se. O público ou está a dormir ou então o entusiasmo é semelhante ao meu perante este produto mais que dispensável.
Se querem boas prestações ao vivo aconselho «Judas Priest ... Live!», «Live After Death» dos Maiden ou o magnífico "Live in the UK" dos Helloween.

[ 4 ]