: : MALEITAS/ANÁLISES : : G : : .

GOD DETHRONED - The World Ablaze / 2017

Das perseguições ao Cristianismo, a incursões históricas sobre episódios da primeira Guerra Mundial, os God Dethroned atravessaram um hiato de 7 longos anos voltando agora à carga com «The World Ablaze», o último capítulo de uma trilogia iniciada em 2009 com «Passiondale (Passchendaele)» e seguida por «Under the Sign of the Black Cross». Com o quarteto reformulado, apenas com o baterista Michiel van der Plicht na banda desde essa fase, Henri Sattler (re)confirma que o Death Metal europeu não pode de forma alguma prescindir da frente holandesa, face às frequentes investidas que surgem quer da Polónia ou da Suécia.
Acutilante, marcado por riffs bem vincados e interessantes solos, a sonoridade típica dos God Dethroned resvala para o Blackned Death mas é nas incursões melódicas que brilha, não só com os refrães bem estruturados como em várias passagens de guitarra, características que Dan Swanö consegue evidenciar como ninguém nas misturas finais. Talvez um pouco mais melancólico quando comparado com outros registos anteriores, «The World Ablaze» é um disco incrivelmente consistente e que trás de volta ao terreno de batalha uma entidade que foi fazendo falta num cenário cada vez mais frequentado por grupos sem qualquer tipo de carisma. Jun-17

[ 81 / 100 ]

 

GAMMA RAY - Empire of the Undead / 2014

O principal problema do 11º álbum do quarteto de Hamburgo não difere do que acontece a qualquer outra banda que consegue chegar tão longe, com um estilo característico e, ainda por cima, tendo sido criada após um dos seus elementos principais ter tido um papel preponderante na explosão desse próprio movimento. E o tal problema até pode ser favoravelmente encarado pois actualmente já não se faz música assim, uma vez que os projectos revivalistas não soam ao mesmo.
É evidente a colagem ao som dos Judas Priest num ou noutro tema, a costela Iron Maiden vai estando sempre presente e uma abordagem Helloween antigo também nos passa pelos ouvidos mas lá estão a voz inimitável de Kain Hansen e os seus duelos de guitarra com Henjo Richter, os temas que se aderem à pele e um vibe muito 80s. Após 15 anos Dan Zimmermann passa a batuta a Michael Ehré mas o baterista ex-Firewind e Metallium dá-nos uma demonstração de competência, principalmente naquele que é o tema que mais foge ao padrão Gamma Ray, o épico de 9 minutos «Avalon» que tem o mérito de abrir «Empire of the Undead» de forma grandiosa.
Quatro anos após um lançamento menos conseguido, a banda regressa com um disco de Speed/Power Metal diversificado, agradável e bastante mais interessante. Mai-14

[ 83 / 100 ]

 

GWYDION - Veteran / 2013

Com apenas 3 álbum, os Gwydion caminham a passos lagos para os 20 anos de carreira (a data de formação deste projecto remonta a 1995), razão suficiente para lhes conferir um estatuto de recomendada veterania. Fundindo sonoridades Folk / Viking com sons mais extremos, o sexteto sulista apresenta-se com um disco em linha com os anteriores, pleno de conteúdo bélico e batalhas repletas de guerreiros ensanguentados envoltos numa ruidosa confusão que, em termos instrumentais, nos trás à memória bandas tão dispares como Turisas ou Bal-Sagoth. Novamente produzidos por Fernando Matias e com ajuda de alguns convidados que acrescentam o seu contributo quer ao nível vocal, quer na execução de instrumentos menos clássicos, como a sanfona ou o bouzouki, «Veteran» respira grandiosidade por todos os lados, embora algumas vezes a quantidade de ideias por espira resvale para territórios mais complexos e ambiciosos do que seria necessário.
Atingido que está um patamar interessante, exige-se agora uma maior aposta na internacionalização, uma vez que internamente este tipo de sonoridades nem terá adeptos por aí além. Caso contrário, tal como o fazem com este trabalho, a banda continuará a lançar os seus próprios discos e a divertir-se junto aos mais fiéis. Dez-13

[ 74 / 100 ]

 

GHOST - Infestissumam / 2013

Responsável por ter feito dos Ghost uma das banda mais interessantes dos últimos tempos, o álbum de estreia «Opus Eponymous» teve ainda o condão de encaixar na onda retro que tem invadido toda a industria discográfica. O mistério que envolve a verdadeira identidade dos seus membros, ironicamente apelidados de Nameless Ghouls e a imagética grotesca que possuem, cujo clímax assenta na figura imponente do front-man Papa Emeritus II, certamente ajudou a garantir um contrato fabuloso com uma das empresas do grupo Universal.
Este segundo ritual permanece dentro dos cânones anteriores embora o aspecto teatral apareça refinado. Mantendo as melodias inebriantes e assente em sólidas composições, «Infestissumam» é ainda mais Popish que o seu antecessor, repleto de influências 70's e devaneios Prog, onde o Hammond volta a ser o protagonista. Liricamente a abordagem é sinistra e blasfema, o que contrasta com o tom alegre e suave das passagens sonoras. Não se pense que a acessibilidade deste disco é um dado adquirido uma vez que só ao fim de várias audições começamos realmente a interiorizar o que na realidade aqui se pretende construir. Numa enorme produção, agradecemos a Lee Dorian ter apadrinhado este maldito concílio. Mai-13

[ 78 / 100 ]

 

GHOST - Opus Eponymous / 2010

Uma das maiores vantagens das resenhas de fim de ano é fazerem-nos pegar em álbuns que, por qualquer razão inexplicável, ficaram para canto e afinal até mereciam uma oportunidade. O facto dos Ghost terem ficado esquecidos é ainda mais estranho, uma vez que até foram das bandas novas com maior hype à sua volta.
Comandados por um Papa diabólico e com os restantes membros envoltos na penumbra, o sexteto sueco oferece-nos 9 fenomenais temas retro, como se o som arrastado dos Sabbath se fundisse no universo psicadélico dos Blue Öyster Cult, à volta de estruturas NWOBHM e em linha com o que fariam os Mercyful Fate. Desconhecendo o paradeiro de cada um dos seis membros, rumores cibernéticos identificam algumas origens para os lados dos Watain e Repugnant, mas nada disso é muito seguro, não há qualquer dúvida que estamos perante grandes executantes instrumentais, dos quais recebemos fantásticas melodias, retiradas também dum sumptuoso Hammond, grandes riffs e leads, sem que o baixo se deixe ficar para trás e uma competente performance na bateria. Sem recurso a extremos, a voz conduz cada tema numa direcção apelativa e muitas vezes ligeira num disco de estreia nostálgico, refrescante e, embora um pouco burlesco, bastante bem conseguido. Jan-11

[ 82 / 100 ]

 

GOD DETHRONED – Under the Sign of the Iron Cross / 2010

De volta ao conceito que deu luz ao anterior «Passiondale», a carnificina em que se transformou a 1ª Grande Guerra, os God Dethroned deambulam desta feita pelas trincheiras dos campos de batalha explorando as novas técnicas de guerrilha, a artilharia pesada e os tanques que dizimam a cavalaria tradicional, os planos de confronto dos exércitos de Leste, os bombardeamentos, os gases tóxicos e as acrobacias dos heróis do ar, como o fulgurante Barão Vermelho, resultam em milhões de mortes em benefício de alguns, conflitos que se passaram a decidir à distância, em detrimento da luta corpo a corpo, e assim a própria morte deixou de ter rosto.
Em termos instrumentais, «Under the Sign of the Iron Cross» é um pouco mais agressivo que os registos mais recentes embora não faltem alguns dos solos e melodias orelhudas que já caracterizavam a banda holandesa por altura dos seus trabalhos intermédios. A utilização de vozes límpidas, a cargo de Marco v.d. Velde, e o recurso a riffs inesquecíveis, como só Henri Sattler sabe fazer, tornam este disco uma peça interessante e que sabe bem voltar a escutar, até pela sua curta duração.
De volta ao formato de quarteto, Susan Gerl teve uma passagem fugaz pelas guitarras sendo substituída por Danny Tunker que acumula funções nos Prostitute Disfigurement, estão lançados os dados para abrir novas frentes de ataque. Dez-10

[ 82 / 100 ]

 

GWYDION - Horn Triskelion / 2010

Tomando como referência os 13 anos necessários para gravar «Ynys Mön», ainda bem que não passou assim tanto tempo para os Gwydion voltarem às lides discográficas. Com uma bagagem superior, não só pela experiência adquirida, mas também graças à significativa actividade ao vivo - neste período o sexteto alfacinha chegou a andar em tournée com bandas como Tyr ou Alestorm, tendo também participado em eventos importantes no nosso país - este registo supera em diversos aspectos o seu predecessor. Lançado pela editora alemã Trollzorn, destaca-se a produção a cargo de Fernado Matias dos F.E.V.E.R. que permitiu à banda preocupar-se com o fundamental, abrindo caminho para que alguém como Børge Finstad recebesse em mãos um trabalho em bruto indiscutivelmente capaz. A diversidade é outra das facetas evidentes através do cuidado posto nos detalhes, anteriormente algo limitados aos teclados de Dani, onde os coros, a presença de alguns convidados, as vozes femininas e a introdução de um ou outro instrumento pontual tornam esta mistura de Heavy / Folk bem mais atractiva. A cultura nórdica e a mitologia Viking cruzam-se com a nossa em «Ofíussa (A Terra das Serpentes)» onde Odin parece derramar gotas de hidromel divino em honra das gentes lusitanas. Abr-10

[ 83 / 100 ]

 

GAMMA RAY - To the Metal / 2010

Não sendo de agora que influências como Iron Maiden e Judas Priest se podem encontrar no som dos Gamma Ray, muito menos tal constatação poderá passar ao lado num disco que pretende ser como uma espécie de homenagem ao Metal e nem só desses grandes nomes surgem referencias, neste décimo trabalho de originais do quarteto germânico, há muitas outras espalhadas ao longo destas 10 composições.
No entanto, algo falha neste «To the Metal» e não é só a falta de inspiração. Para começar há poucos hinos majestosos, como só a banda de Kai Hansen sabe fazer, depois mais de metade deste registo torna-se insípida e pouco consistente. A voz de Hansen, que de facto nunca foi um vocalista brilhante, apresenta-se demasiadas vezes fora de tom e nem a super-produção ou excesso de efeitos o consegue disfarçar mas a maior decepção fica para o trabalho de guitarras, outrora um must e que aqui se queda “apenas” pela mediania. Enquanto «Land of the Free II» se mostrou um álbum fiel ao legado, temos agora um disco onde o resultado final está longe de ser uma obra-prima. Mesmo assim, estamos perante um bom álbum de speed/power metal, excluindo aquela parte inenarrável em «No Need to Cry» e se mais fosse necessário, vale ainda pela participação sempre saudosista de Michael Kiske. Fev - 10

[ 77 / 100 ]

 

GORGOROTH - Quantos Possunt Ad Satanitatem Trahunt / 2009

Os tempos tumultuosos parecem não acabar para os lados dos Gorgoroth, num processo que levou os direitos do nome e logotipo a serem reconquistados à dupla Gaahl / King ov Hell que anteriormente tinha afastado Infernus do caminho. Enfim, nada a que não estejam habituados após já terem enfrentado diversas tramas judiciais, como acusações de violação, agressões, raptos ou posse ilegal de armas.
Retomando as rédeas da composição, abandonadas nos últimos trabalhos, Infernus reformula todo o line-up com Pest, o gélido e abrasivo vocalista dos primeiros petardos do grupo norueguês, com o guitarrista Tormentor que, apesar de não participar neste álbum, conhece bem os cantos à casa e ainda com a inclusão de Tomas Asklund, baterista que passou pelos Dark Funeral e Dissection e do baixista Frank Watkins dos Obituary. Em termos instrumentais, a banda torna-se mais melódica, num trabalho orientado para as guitarras, agora envolvidas por frequentes passagens mais épicas e num enleante groove, contributo óbvio da dupla Asklund / Watkins, tudo isto refinado e moldado por uma moderna e cristalina produção. No final fica a sensação de um retrocesso temporal conseguido, num disco mais atmosférico e técnico quando comparado com a brutalidade dos últimos anos. Nov-09

[ 78 / 100 ]

 

GOD DETHRONED - Passiondale / 2009

Não sendo uma das bandas mais carismáticas no extenso rol de colectivos Death Metal espalhados por esse mundo fora, os holandeses God Dethroned foram sabendo crescer ao longo destes últimos 18 anos, desde uma fase mais letal e agressiva que remonta aos tempos de «The Christhunt», ao metal mais elaborado e polido.
Após um álbum menos conseguido, o trio recorre a uma das mais sangrentas batalhas da primeira guerra mundial, onde pereceram cerca de 600 mil pessoas entre aliados britânicos e soldados do império alemão, honrando não só aqueles que habitam os cemitérios de Passchendaele, como os seus descendentes que frequentando os bares da região vão entoando canções nostálgicas sob evidentes efeitos secundários. Intercalando melodia, pontuais vozes limpas e de narração, harmoniosas passagens instrumentais e sintetizações em plano de fundo com esgares guturais, blastbeats e um emaranhado sónico proveniente das guitarras agora unicamente a cargo de Henri Sattler, Isaac Delahaye abandonou o grupo ainda antes da gravação deste opus, sendo posteriormente substituído por Susan Gerl, estamos perante um álbum homogéneo, competente e parcialmente épico mas onde só a espaços é que se detectam "aqueles" excelentes riffs que, por exemplo, o álbum bónus apenso ainda nos oferece. Mai-09

[ 77 / 100 ]

 

GUNS N' ROSES - Chinese Democracy / 2008

A maior parte das resenhas sobre o novo trabalho dos Guns N’ Roses está feita à partida. É dizer que passaram cerca de 18 anos após a edição de «Use Your Illusions I & II», apontar o dedo aos constantes adiamentos, falar dos membros, produtores e engenheiros de som recrutados / despedidos ao longo do tempo e ainda sublinhar o número de estúdios e os milhões de US$ gastos. Perante tanta expectativa, nem seria necessário ouvir o disco para começar a malhar neste trabalho (a solo) de Axel Rose.
No entanto, é fácil constatar que este registo escorre de forma muito fluída, repleto de groove e encontra-se cheio de grandes temas. Se bem que exista alguma disparidade temporal na captação de algumas malhas e ninguém tocar como Slash, é sempre gratificante escutar o som debitado por executantes como Robin Finck, Buckethead ou Ron "Bumblefoot" Thal, entre outros, que nos entregam grandes solos e riffs no decorrer de todo o disco. Mesmo com alguns truques laboratoriais, a voz de Axel Rose supera-se a cada instante enquanto Dizzy Red complementa todos os espaços livres com harmoniosas passagens instrumentais, como só ele sabe fazer.
Um álbum arrancado pela teimosia que, mesmo transcorrido um eterno hiato, soa fresco, diversificado e muito digno de ostentar o nome G N’ R. Nov-08

[ 88 / 100 ]

 
GWYDION - Ynys Mön / 2008

Com uma bagagem de 3 trabalhos e uma experiência que data a 1995, os lisboetas Gwydion chegam a acordo com a independente germânica Trollzorn para o lançamento daquele que se pode considerar o álbum de estreia.
Com uma base instrumental fortemente marcada por incursões
Viking e Black Metal mais sinfónico, sentem-se frequentemente influencias de estilos que circundam uns Thyrfing ou Finntroll e até Summoning, nas partes mais atmosféricas. Desta feita a banda flecte ainda mais para campos Folk, fazendo de «Ynys Mön» um álbum bastante diversificado e poderoso. Os teclados desempenham um papel determinante em certos excertos deste disco que a espaços desagua, por entre cerveja e vinho, em ambientes mais alegres como se os Korpiklaani actuassem num festival medieval em honra de algum Deus pagão. Temáticas Celtas, cultura nórdica, religião e fantasia percorrem as espiras deste trabalho repleto de temas bem conseguidos, com algumas falhas a nível sonoro e de produção mas com excelentes momentos de premeio.
Mais uma banda nacional a dar os primeiros passos, um colectivo com uma qualidade evidente, na senda do que vem fazendo os
God, Mons Lvnae, Hordes of Yore e, porque não, Hyubris. Afinal o folclore mais extremo recomenda-se. Jan-08

[ 78 / 100 ]

 

GAMMA RAY - Land of the Free II / 2007

Quando Kai Hansen abandonou os Helloween e em colaboração com Ralf Scheepers criou os Gamma Ray, para muitos admiradores do guitarrista alemão, o futuro do Speed Metal mudou de nome. Entretanto Scheepers rumou para os Primal Fear e as vozes ficaram também a cargo de Kai que, há cerca de 10 anos, divide tarefas com o guitarrista Henjo Ritcher, Dan Zimmermann na bateria a acumular funções nos Freedom Call e Dirk Schlächter no baixo, este na banda já desde 1990.
Revisitando o álbum «Land of the Free», semelhante ao que os Helloween também fizeram recentemente com «Keeper of the Seven Keys», a banda recupera energia e apresenta-se em grande forma, num disco épico, rejubilando Power Metal com grande naturalidade, em temas que possuem coros contagiantes e enorme dinâmica para serem cantados a uma só voz ao vivo. A velocidade de outros tempos funde-se com momentos mais lentos mas não podiam faltar os solos e riffs que só Kai Hansen consegue inventar e que conjuntamente com uma sessão rítmica demolidora, colocam este 2º volume da saga, ao nível dos melhores discos do quarteto de Hamburgo, acima de tudo porque contem grandes canções. Um novo impulso para os Gamma Ray que tinham ficado algo chamuscados nas aventuras mais recentes. Dez-07

[ 8 ]

 

GOD - Hell & Heaven / 2006 - EP

Já com um certo nome na Roménia, à custa de 10 anos de carreira, algumas demos e 3 álbuns de longa duração, a banda sofre um final prematuro depois da vinda dos irmãos Lapusneanu para o nosso país. Com uma formação completamente renovada após a integração de músicos portugueses, o EP «Hell & Heaven» marca outra fase na vida dos God, não só pela nova localização geográfica mas também pelo facto de se introduzirem sonoridades mais fortes e que remetem para as suas raízes, em claro contraste com uma vertente predominantemente gótica assumida em «Aura».
Os 5 temas deste trabalho revelam um colectivo mais agressivo e pesado, onde se destacam as teclas a cargo de Lipe, as quais ajudam a criar emocionantes atmosferas de fundo para as letras declamadas, ora em tom limpo ora gutural, por Castor. As guitarras mostram toda sua força e é à volta delas que se desenvolvem as estruturas das canções. Influências Folk / Viking não podem ser excluídas do som dos God que, no entanto, não deixam de lado uma componente mais tradicional, épica e sinfónica.
Certo que uma produção mais encorpada poderia atirar com este disco para outro patamar mas não deixa de ser com alguma curiosidade que se espera por um próximo álbum, agora em terras lusas. Mar-07

[ 7 ]

 

GOD DETHRONED - The Toxic Touch / 2006

Definitivamente deixada para trás a faceta mais brutal de temática anti-cristã, o quarteto liderado por Henri Slatter enveredou por caminhos mais ligeiros e cadenciados, com muito maior atenção dada ao groove. Este sétimo trabalho do colectivo holandês não dista muito do que fizeram em «The Lair of the White Worm», «Into the Lungs of Hell» ou «Ravenous», um Death Metal orientado para posturas mais melódicas e composições em busca de linhas de riffs facilmente audíveis e memoráveis, suportadas por uma produção encorpada e poderosa. Com um feeling muito «The Fourth Dimension», os God Dethroned perpetuam assim o seu tributo aos suecos Hypocrisy, talvez a sua principal referência e inspiração. Se desta feita as alterações de line-up não fizeram perigar a consistência deste registo, alguma falta de emotividade e energia fazem com que «The Toxic Touch» se transforme num gesto um pouco forçado e carente de afectividade.
Mais uma vez a oferta é generosa e somos brindados com um DVD bónus que cobre uma actuação no Summer Breeze Festival, realizado na Alemanha no verão passado e onde desfilam parte dos temas mais conhecidos da banda. Dez-06

[ 7 ]

 

GORGOROTH - Ad Majorem Sathanas Gloriam / 2006

Pela sétima vez os Gorgoroth prosseguem a sua cruzada anti cristã. Passados 3 anos a contas com a justiça, através de acusações de violação, posse ilegal de armas, raptos e agressões, a banda nórdica descarrega mais ódio e frustração, num disco com pouco mais de 30 minutos e repleto de puro e primitivo Black Metal.
A juntar à voz única de Gaahl, aos riffs gélidos e carregados de agressividade propostos por Infernus e à cadência do baixo de King ov Hell, algo escondida neste registo, temos um desempenho extraordinário de Frost, que na pele de baterista de estúdio descarrega todo o seu poder e destreza habituais como aliás vem fazendo em algumas das bandas mais conhecidas do universo mais extremo.
Ao contrário da corrente que progride numa direcção mais Black'n'Roll, os Gorgoroth persistem numa sonoridade mais gélida e crua num disco muito diversificado, onde há espaço tanto para temas rápidos e brutais, como para outros mais épicos e declamados, sem que se perca intensidade. Com uma produção sólida, mantendo a sujidade habitual, esta blasfema entrega de 8 temas revela a personalidade deste trio, sendo um sério candidato a álbum do ano dentro do género. Ago-06

[ 8.5 ]

 

GRIMLET - Darkness Shrouds the Hidden / 2005

Formados em 1999 por elementos dos entretanto extintos Sacrum, os figueirenses Grimlet reúnem-se à volta de uma formação capaz e após um tempo de maturação ingressam nos Echo System Studios, em Outubro de 2003, com o objectivo de gravarem um auto financiado registo de estreia, um cartão de visita que destila BlackDeath com ramificações sinfónicas e passagens melódicas.
Destacam-se do conjunto as vocalizações diversificadas de Nazgul e as estruturas envolventes das teclas a cargo de Alex, num sexteto que demonstra uma consistência e ideias suficientemente claras para justificar a viabilidade do projecto.
Rui Santos, o baixista dos Oratory, é o responsável por toda a engenharia subjacente a «Darkness Shrouds the Hidden, numa produção que, como já vem sendo hábito, demonstra competência e profissionalismo mas que por si só não consegue arrumar toda a complexidade e diversidade estilística que ainda evidencia alguma confusão estrutural, como se as composições estivessem inacabadas.
No entanto, é para isso mesmo servem as demos , sendo claro que os Grimlet ainda se encontram numa fase de aprendizagem, que se quer continua mesmo para os mais experimentados. De salientar o excelente trabalho de design posto neste CD que inclui ainda um interessante vídeo para a faixa «Knee-Deep in the Dead». Fev-06

[ 7 ]

 

GOREFEST - La Muerte / 2005

Com uma tripa descarga de peso editada na primeira metade da década de '90 – «Minloss», «False» e «Erase» – os Gorefest alcançariam um importante estatuto na cena Death Metal europeia o qual se foi desvanecendo com as propostas posteriores, mais melódicas e experimentais. Em finais de 98 a banda dissolve-se sendo que apenas o baterista Ed Warby se manteve fiel às sonoridades mais pesadas integrando, por exemplo, alguns dos projectos do virtuoso Arjen Anthony Lucassen.
Volvidos 7 anos, o grupo holandês resolve tornar a reunir-se motivado pela enorme curiosidade que as novas gerações dedicam actualmente aos primórdios do Death Metal melódico e pelo enorme sucesso das bandas que aí buscam as suas influências.
Com recurso a técnicas que dificilmente se poderiam usar na altura, o retorno dos Gorefest revela-se sólido e legítimo. Por todo o disco sentimos o groove e a raiva incontidas em temas quase sempre a meio gás mas bem suportados numa capaz dupla de guitarristas e nos seus riffs inebriantes. Ainda é possível delirar ao escutarmos verdadeiros solos e uma secção rítmica devastadora, enquanto Jan-Chris, com a sua característica voz rasgada e gutural, declama como se não houvesse amanhã.
Mais um excelente regresso honrando os bons velhos tempos. Dez-05

[ 8 ]

 

GAMMA RAY- Majestic / 2005

No ano em que os Helloween cometem o sacrilégio de anunciarem a gravação da terceira parte do histórico «Keeper of the Seven Keys», Kai Hansen adiciona à vasta discografia dos Gamma Ray o oitavo capítulo – «Majestic».
Composto, escrito e produzido pela própria banda, num esforço colectivo que por certo resultará da boa interligação entre todos os seus elementos, os 10 temas que compõe este disco alinham-se para mais uma peça de Heavy / Power Metal , com contornos de grandiosidade. Cada canção é construída em redor de um hino, que culmina no refrão, vocalizado por Kai Hansen como que a pedir a participação de quem o estiver a escutar. Numa banda onde pontificam guitarristas como Hansen e Henjo Richter, abundam por todo o lado solos de guitarra e riffs energéticos envoltos nas épicas melodias dos teclados executados também por Richter e cimentados por um suporte rítmico, vigoroso e letal, a cargo de Dirk Schlächter e Dan Zimmermann.
Embora não haja nenhuma faixa abaixo da média, fica a sensação que a banda se limitou a utilizar as mesmas fórmulas ao desenhar um trabalho, sólido é certo mas um pouco previsível e por consequência, menos excitante. Mesmo assim seguramente um dos melhores dentro do género quando comparado com a actual concorrência
. Nov-05

[ 7 ]

 

GRAVEWORM - (N)Utopia / 2005

Na linha de bandas como os Cradle of Filth, praticantes de um som que muitos não consideram ser Black Metal, não só pelas estruturas sinfónicas e melódicas, como pelo uso e abuso dos teclados ou pelas influências góticas e, acima de tudo, pela postura acessível e até comercial, temos uma boa alternativa, ou complemento se preferirem, nesta banda italiana que edita agora o seu 5º álbum de originais.
Com algumas alterações no line up de «Engraved in Black», onde se destaca a substituição do guitarrista Steve Unterpertinger por Lukas Flarer que deu um enorme contributo na composição deste novo trabalho, os Graveworm apresentam-nos mais uma série de deliciosas sonoridades que facilmente ficam no ouvido, muita energia, talento musical e acima de tudo temas cativantes e classe, muita classe.
Só não se percebe é a inclusão de «Losing My Religion» dos REM como faixa extra da edição especial de (N)Utopia, uma vez que esta cover já fazia parte de algumas versões do disco anterior. Fev-05

[ 8.5 ]

 

GOD DETHRONED - The Lair of the White Worm / 2004

Realmente faltava algo para comprovar que os God Dethroned são de facto uma banda impar e de validade indiscutível. Embora se possam incluir na infindável prateleira de projectos Death Metal, os holandeses distinguem-se da enorme legião de colectivos com claras influências escandinavas – linha mais melódica – ou da corrente mais extrema – oriunda do Leste europeu. De entre as duas possibilidades, Henri Sattler e companhia inclinam-se obviamente mais para a primeira mas as constantes incursões no campo do Thrash Metal , a cadência compassada, o balanço quase comercial, tornam-nos numa banda única e que há muito tempo já merecia um maior reconhecimento, por parte da crítica e do publico.
Com um som extraordinário e 9 temas muito interessantes e variados, «The Lair of the White Worm» aproxima-se em muitos aspectos do resultado final alcançado por outro registo do género editado durante o ano que agora termina, o fabuloso «Fate of Norns» dos Amon Amarth. Dez-04

[ 8.5 ]

 

GRAVE - Fiendish Regression / 2004

Após um interregno de quase 6 anos, os suecos Grave voltam à carga em 2002 com «Back from the Grave», um registo onde se revelam em muito boa forma, num género que foi deixado para trás após a ascensão do Death com tendências melódicas.
«Fiendish Regression» é o 6º longa duração do quarteto sueco liderado por Ola Lindgren e a par de outros discos lançados recentemente, casos de Unleashed e Dismember, vem de encontro aos anseios dos amantes de um estilo mais old school. Este assalto mantém o habitual groove e as mudanças de tempo típicas do estilo, fazendo com que os temas corram fluentemente através do leitor. Mais lento, pausado e melódico, quando comparado com a agressividade de antigamente, «Fiendish Regression» revela uma grande falha no que à diversidade diz respeito.
Destaque para a produção a cargo dos irmãos Tagtgren, a qual confere uma outra dimensão, actualidade e potência ao som dos Grave, banda que ainda não tinha abandonado o famoso Sunlight Studio. Set-04

[ 6.5 ]

 

THE GREAT DECEIVER - Terra Incognito / 2004

Tomas Lindberg é já um nome incontornável na cena Death e não há projecto que desdenhe a sua participação. Só para citar alguns, temos os casos dos The Crown, Disfear, Nightrage e Lock Up.
Novamente coadjuvado pela dupla de guitarristas dos Diabolique e com produção a cargo do requisitado Daniel Bergstrand, os The Great Deceiver apresentam-nos um registo estranho e complexo, repleto de influências industriais, psicadelismo pós-moderno, sons electrónicos e já agora, um pouco de Death.
Os temas deambulam entre o quase brutal e o semi-lento, ao passo que as vocalizações ora são tipicamente guturais ou mais límpidas. E se é na voz que Tomas se evidencia não percebemos porque é que ao longo de quase todo o disco esta soa demasiado trabalhada, abafada e irritantemente digitalizada.
Interessante mas não tanto como o primeiro.

[ 6 ]

 

GRIP INC. - Incorporated / 2004

Após 5 anos de interregno, os Grip Inc. voltam à carga com uma enérgica edição de Thrash Metal, muito potente e acima de tudo bem moderna (não, não estou a falar de nada "nu", nem sequer perto disso).
Logo a abrir, «Curse (of the Cloth)» prepara-nos para tudo o que bem a seguir. Uma colecção de temas fortíssimos onde a variedade é lugar comum. Guitarradas flamengas, citaras e violoncelos, sons electrónicos, estruturas complexas, influências industriais e acima de tudo um desempenho abismal do Sr. Dave Lombardo.
Com produção, composição, guitarra e teclados a cargo do reconhecido Waldemar Sorychta, «Incorporated» é um disco refrescante e inovador que cai muito bem nesta época em que o Thrash parece querer ressurgir em força.
A única pecha contínua a ser a voz algo limitada de Gus Chambers.

[ 8 ]

 

GOD FORBID - Gone Forever / 2004

O movimento underground norte-americano tem, há semelhança do que acontece com outras correntes, proporcionado o aparecimento de bandas dentro do espectro metálico com assiduidade. De uma enfiada estamo-nos a lembrar dos Hatebreed, Shadows Fall, Kilswitch Engage e Lamb of God, estando os God Forbid, sem dúvida alguma, incluídos neste lote multifacetado.
As influências do colectivo de New Jersey vão desde o Thrash ao Death Metal, passando por uma grande dose de Hardcore, resultando esta combinação numa abordagem original e muito pouco convencional. Com um front-man que deambula entre esgares guturais e vozes límpidas, um baterista furioso, músicos competentes e uma cristalina produção a cargo de Eric Rachel (Symphony X, entre outros), temos entre mãos um produto com potencial. Mas, por não estar muito habituado a estas modernices, algumas das músicas parecem-me inacabadas.

[ 6.5 ]

 

GAMMA RAY - Skeletons in the Closet / 2003 - LIVE

Com o objectivo de comemorar 15 anos de carreira foi pedido ao fãs para votarem em temas que geralmente estão excluídos das setlists habituais. Foram assim escolhidas as 15 canções que deram lugar à digressão «Skeletons in the Closet». Gravado em Barcelona e Estrasburgo, este duplo registo ao vivo é uma demonstração cabal da enorme capacidade da banda liderada por Kai Hansen e pelos magníficos músicos que o rodeiam para cativar uma audiência.
A perfeita ligação entre todas as faixas proporciona uma verdadeira sensação de continuidade do espectáculo e não fosse por outra coisa, comprovamos que mesmo as segundas escolhas na carreira dos Gamma Ray são grandes malhas.

[ 8 ]

 

GORGOROTH - Twilight of the Idols (in Conspiracy with Satan) / 2003

Para os fervorosos apreciadores do "verdadeiro" Black Metal, existem poucas bandas imaculadas e que em hipótese alguma poderão ser acusadas de traição. Um desses colectivos dá pelo nome de Gorgoroth e certamente não sairá do "underground" nem que o Diabo desça à terra.
E tal não acontecerá porque a vontade da banda é, e certamente sempre será, uma total veneração pelo som "old-school", embora em estúdio recorrendo às tecnologias mais recentes e necessárias para a obtenção de um resultado final satisfatório mas longe de ser artificial. Em detrimento dos teclados melódicos e das orquestrações mais ou menos grandiosas, o que temos aqui é uma brutal rodela forjada no fogo amaldiçoado do inferno e arrefecida nas águas gélidas de Bergen.
Tudo isto seria verdadeiro não fosse o inenarrável «Domine in Virtute tua Laetabitux Rex», uma tentativa falhada de percorrer caminhos electrónicos, tal como o que os Mayhem fizeram brilhantemente com «Grand Declaration of War».

[ 7 ]

 
GRAVEWORM - Engraved in Black / 2003

Os italianos Graveworm são uma banda que não deverá ser levada muito a sério pois o tipo de som que praticam nada deve à originalidade. Para agravar a situação fazem questão de utilizar temas conhecidos para fazerem uma ou outra cover que os catapulte para a ribalta. A versão que fizeram em «Scourge of Malice» de «Fear of the Dark» dos Iron Maiden roça a genialidade pelo que não hesitaram em plagiar os Pet Shop Boys e os R.E.M. para este «Engraved in Black», em distintos formatos.
Agora na Nuclear Blast, o quinteto oferece-nos nove temas, de pura inspiração Cradle of Filth, numa linha Black Goth deveras melódica e sinfónica. Se excluirmos os dois instrumentais e a versão já referida sobra muito pouco nestes exíguos 41 minutos de duração. No entanto, este é um trabalho quase obrigatório para os inúmeros seguidores da banda de Dani Filth e afins.

[ 8 ]

 

THE GATHERING – Souvenirs / 2003

Desde que Anneke van Giersbergen tomou conta da linha vocal deste grupo holandês que o sonho se tornou realidade, ou será ao contrário? O marco que foi o disco «Mandylion», coincidente com a entrada da cantora, colocou-os como uma referência da cultura gótico / progressiva. Os discos seguintes enveredaram por caminhos ainda mais complexos e atmosféricos, penetrando mesmo dentro das fronteiras da música Pop. A voz angelical de Anneke e a emoção que consegue transmitir, envolta num emaranhado sonoro com resquícios industriais e étnicos, resultam em 10 temas de uma calma glaciar e que alojam um ouvinte atento e predisposto a isso num local etéreo e relaxado, mas com algum perigo de adormecer...

[ 6.5 ]

 

GOD DETHRONED – Into the Lungs of Hell / 2003

"Este é o álbum mais crítico em relação à sociedade que fizemos até à data" - quem o diz é Henri Sattler, o vocalista e guitarrista holandês, fundador dos God Dethroned. A crítica profunda a qualquer tipo de religião sempre foi uma das grandes referências da banda e discos como «Christhunt», temas como o recente «Gods of Terror» e até o próprio nome do grupo falam por si. Musicalmente, a partir dos trabalho anterior, o som do quarteto foi-se tornando mais maduro e as raízes Black Metal perderam alguma influência, tendo o som sofrido uma transfiguração numa direcção bem mais dentro do género Death / Thrash com influências suecas mas sem qualquer espaço para muitos momentos melódicos. Para quem ficar pouco satisfeito com a curta duração deste registo (37 min.) nada melhor do que adquirir o digipack que contém um segundo CD com 6 temas ao vivo, gravados em LA em Fevereiro de 2000, juntamente com outros extras.

[ 7.5 ]

 

GRAVE – Back from the Grave / 2002

«Hating Life» foi lançado em 1996 e o ano seguinte marcou o final prematuro dos Grave a nível de edições discográficas - um disco ao vivo intitulado «Extremely Rotten Flesh». Apontados como um dos principais responsáveis pela criação de um estilo muito característico dentro do Death Metal e que originou uma legião de seguidores, movimento onde poderemos colocar grupos como os Dismember, Entombed, At the Gates ou Unleashed, é com oportunidade que vejo este retorno, ainda por cima agora que este estilo musical parece ganhar nova dimensão. Após 6 anos de interregno, a banda liderada por Ola Lindgren regressa da sepultura com uma força devastadora e repleta de vigor. A adição de um segundo guitarrista ao trio ajuda a preencher o som do colectivo e ao vivo essa diferença será ainda mais notada. Os Grave sabem bem que não necessitam de tocar muito rápido para serem bem pesados e é exactamente este groove que os torna inconfundíveis. Mais uma vez com produção a cargo de Tomas Skogsberg, destaque para a edição especial que contém um CD bónus com as 3 primeiras demos de 1988 e 89.

[ 8 ]

 

THE GREAT DECEIVER - A Venom Well Designed / 2002

Tomas Lindberg é por certo um nome que dispensa apresentações. À frente de bandas como os At the Gates, The Crown (que entretanto abandonou), Skitsystem e Lock Up, deixou-nos estupefactos com a sua voz enraivecida e extremamente variada.
Os The Great Deceiver foram o seu primeiro projecto depois de ter abandonado os ATG em 1996 e são por si classificados como "o primo Dark Hardcore" destes.
Muito bem acompanhado, Kristian Wahlin e Hans Nilsson, o guitarrista e o baterista dos Diabolique também aqui figuram, o grupo que já se chamou Hide apresenta-nos uma magnífica colecção de temas que no seu conjunto resultam numa das melhores rodelas prateadas do ano. Além do excelente trabalho vocal, destaque para o desempenho dos dois guitarristas, co-responsáveis pela composição das músicas, que dão a este disco um carácter algo gótico, vanguardista e singular.
Como ilustrado na capa, uma bala bem próxima do centro.

[ 9 ]